sexta-feira, 6 fevereiro, 2026
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Vila Soma expõe feridas e cobra respostas após temporais em Sumaré

As fortes chuvas que atingiram Sumaré nos últimos dias deixaram ruas alagadas, transtornos no trânsito e danos materiais, com a Vila Soma concentrando os maiores impactos.

Vídeos e relatos publicados nas redes sociais por moradores mostraram alagamentos recorrentes, vias tomadas por lama, buracos, poeira, risco de deslizamentos e dificuldades na coleta de lixo — problemas que afetam o cotidiano de mais de 3.000 famílias.

A ausência de infraestrutura básica — como redes de esgoto, galerias de águas pluviais e pavimentação — transforma cada período de chuva em episódio de medo, prejuízo e adoecimento.

A precariedade atinge diretamente a saúde e a dignidade da população. Com a coleta de lixo considerada ineficiente e sem saneamento adequado, crescem os riscos de contaminação, proliferação de doenças, isolamento de moradores e desvalorização das moradias.

A Vila Soma é uma das maiores ocupações urbanas do país. Surgida em 2012, em uma área de uma metalúrgica falida próxima ao centro de Sumaré, abriga hoje mais de 10.000 pessoas, organizadas em cerca de 2.700 famílias.

Após mais de uma década de embates judiciais, protestos e disputas que chegaram ao Supremo Tribunal Federal, o processo de reintegração de posse foi revertido e deu lugar à regularização fundiária.

Ao longo da história da ocupação, a Vila Soma tornou-se também palco de discursos e bandeiras políticas. O ex-vereador Willian Souza (PT), candidato a prefeito nas últimas eleições, destacou-se como uma das principais lideranças associadas à causa, embora não seja morador do local, tendo ocupado cargos como a presidência da Câmara Municipal e a liderança do governo Luiz Dalben no Legislativo.

Mesmo com trânsito livre no Executivo e influência política, os problemas estruturais permaneceram praticamente intactos. As chuvas recentes escancaram o resultado: mais de uma década depois, a comunidade segue sem infraestrutura mínima para enfrentar períodos de instabilidade climática.

O contraste entre discurso e realidade alimenta críticas entre moradores e observadores locais. Enquanto projetos pessoais avançam e planos eleitorais ganham forma, a população da Vila Soma continua refém da lama, da água acumulada e da ausência de políticas públicas efetivas.

A precariedade atinge diretamente a saúde e a dignidade da população.

Da redação

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