Depois de semanas de apreensão, mobilização política e reação da sociedade, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou atrás e confirmou que o 48º Batalhão da Polícia Militar permanecerá em Sumaré.
A confirmação foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais. No material, o governador admite que existiam estudos preliminares para a mudança, mas garante que a proposta foi descartada.
O 48º BPM, localizado na Avenida Rebouças, atua desde 2004 no policiamento ostensivo de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Nova Odessa, sendo considerado peça-chave na segurança regional.
O episódio se soma a um histórico recente de decisões do governo estadual que avançam sobre serviços essenciais em Sumaré e só recuam após forte reação popular. Foi assim também no caso do Hospital Estadual de Sumaré (HES).
Anunciada como parte da política de privatizações do governo Tarcísio, a transferência da gestão do hospital para a iniciativa privada enfrentou resistência de trabalhadores da saúde, usuários do SUS, entidades e movimentos sociais. Diante da pressão, o Palácio dos Bandeirantes recuou e manteve o hospital sob gestão pública.
“A presença do batalhão é fundamental para uma cidade do porte de Sumaré”, disse Tarcísio de Freitas, que prometeu estudos para melhorias na infraestrutura da unidade.
A permanência do batalhão foi comemorada pela Prefeitura, que atribuiu a decisão à articulação política junto ao governo estadual.
“Manter o 48º BPM representa mais segurança e agilidade no atendimento das ocorrências”, afirmou Henrique do Paraíso.
Ainda assim, o episódio deixa uma lição clara. Seja na saúde, seja na segurança pública, Sumaré parece precisar lutar repetidamente para não perder o que já tem.
A manutenção do 48º Batalhão da PM não deveria ser tratada como concessão ou favor, mas como obrigação do Estado com uma cidade relevante, populosa e estratégica para a região.
Se há algo a celebrar, não é apenas o recuo do governador, mas a força da pressão popular, que mais uma vez mostrou que decisões tomadas de cima para baixo podem, sim, ser revertidas quando a população se mobiliza.
Fonte: Da redação.




