sexta-feira, 30 janeiro, 2026
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Tarcísio recua e confirma permanência do 48º Batalhão da PM em Sumaré

Depois de semanas de apreensão, mobilização política e reação da sociedade, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou atrás e confirmou que o 48º Batalhão da Polícia Militar permanecerá em Sumaré.

A confirmação foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais. No material, o governador admite que existiam estudos preliminares para a mudança, mas garante que a proposta foi descartada.

O 48º BPM, localizado na Avenida Rebouças, atua desde 2004 no policiamento ostensivo de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Nova Odessa, sendo considerado peça-chave na segurança regional.

O episódio se soma a um histórico recente de decisões do governo estadual que avançam sobre serviços essenciais em Sumaré e só recuam após forte reação popular. Foi assim também no caso do Hospital Estadual de Sumaré (HES).

Anunciada como parte da política de privatizações do governo Tarcísio, a transferência da gestão do hospital para a iniciativa privada enfrentou resistência de trabalhadores da saúde, usuários do SUS, entidades e movimentos sociais. Diante da pressão, o Palácio dos Bandeirantes recuou e manteve o hospital sob gestão pública.

“A presença do batalhão é fundamental para uma cidade do porte de Sumaré”, disse Tarcísio de Freitas, que prometeu estudos para melhorias na infraestrutura da unidade.

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

A permanência do batalhão foi comemorada pela Prefeitura, que atribuiu a decisão à articulação política junto ao governo estadual.

“Manter o 48º BPM representa mais segurança e agilidade no atendimento das ocorrências”, afirmou Henrique do Paraíso.

Henrique do Paraíso, prefeito de Sumaré

Ainda assim, o episódio deixa uma lição clara. Seja na saúde, seja na segurança pública, Sumaré parece precisar lutar repetidamente para não perder o que já tem.

A manutenção do 48º Batalhão da PM não deveria ser tratada como concessão ou favor, mas como obrigação do Estado com uma cidade relevante, populosa e estratégica para a região.

Se há algo a celebrar, não é apenas o recuo do governador, mas a força da pressão popular, que mais uma vez mostrou que decisões tomadas de cima para baixo podem, sim, ser revertidas quando a população se mobiliza.

Fonte: Da redação.

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