O comércio do Centro de Sumaré enfrenta queda de fluxo, lojas fechando e reclamações sobre segurança, limpeza, transporte e preços de aluguel. A principal dúvida entre comerciantes, entidades e poder público é: mesmo que esses problemas sejam resolvidos, o consumidor voltará?
Mudança de hábitos de consumo
Boa parte dos moradores passou a comprar pela internet com a mesma naturalidade de pedir comida por aplicativo. A busca pela conveniência — entrega rápida, frete grátis, ampla variedade e comparação fácil de preços — reduz o apelo do comércio central. A ausência do deslocamento, do trânsito e de problemas de estacionamento reforça essa preferência pelo online.
O apelo do shopping
Quando a ida a uma loja é necessária, muitos consumidores optam pelo shopping em vez do Centro. O shopping reúne ambiente climatizado, limpeza, sensação de segurança, organização e facilidade de estacionamento. Esse “pacote completo” concentra serviços e lojas e tem atraído quem prioriza conforto e praticidade.
Iniciativas e propostas
Comerciantes e entidades, como a ACIAS, tentam mobilizar o setor diante do declínio do Centro. O poder público promete ações de ordenamento, mudanças no trânsito e modernização da infraestrutura, incluindo intervenções em calçadas e acessibilidade. Essas medidas atacam problemas estruturais, mas não garantem a reocupação das vitrines sem a volta do interesse do consumidor.
Desafio cultural e o futuro
Há quem aposte na reocupação com base em história, tradição e localização, vantagens que ainda podem pesar a favor do Centro. Entretanto, cresce o receio de que a cidade invista recursos para reconquistar um público que já mudou seus hábitos de consumo. O desafio, portanto, é tanto estrutural quanto cultural: além das obras, será preciso convencer o sumareense a voltar a comprar no Centro.
Será que a cidade conseguirá convencer o sumareense de que vale a pena, de novo, comprar no Centro?
Fonte: Da redação




