Tenho acompanhado atentamente as discussões, muitas vezes acaloradas, entre munícipes sobre os rumos de Sumaré. Vejo amigos e vizinhos defendendo as ações da atual gestão, enquanto outros se mostram críticos — essa divisão revela, acima de tudo, uma população engajada no futuro da cidade.
Melhorias em andamento
É inegável que Sumaré vive um momento de importantes melhoramentos. Obras de infraestrutura e investimentos em saúde, educação e mobilidade urbana estão em andamento e são visíveis: ruas antes esquecidas recebem pavimentação, equipamentos públicos são reformados e projetos saem do papel.
A Policlínica, por exemplo, em fase inicial de construção [checar status atual], representa um avanço significativo na ampliação do atendimento especializado em saúde para a nossa população.
Crítica construtiva versus achismo
É legítimo que parte da população questione procedimentos, prazos, prioridades e formas de execução. Em qualquer administração pública, especialmente em cidades de médio porte, nem todas as decisões agradam a todos. Os recursos públicos são limitados e as demandas são numerosas — escolher onde investir primeiro sempre gera controvérsia.
Contudo, é crucial diferenciar a crítica consciente, baseada em fatos e no conhecimento da administração pública, daquela apressada, feita sem noção da complexidade de governar uma cidade. Infelizmente proliferam os “especialistas de esquina”, que criticam obras antes mesmo de serem concluídas, desconhecendo processos legais, prazos técnicos e limitações orçamentárias.
O caso da Avenida Rebouças
A polêmica em torno da reforma da Avenida Rebouças [checar dados oficiais do projeto e cronograma] é um exemplo claro. Embora seja um direito do cidadão discordar do projeto, a crítica deve ser construtiva, técnica e respeitosa, jamais pessoal ou difamatória. O que se observa, em muitos casos, é um palpite superficial, movido mais por achismos do que por informação.
Sinto que, em vários episódios, o objetivo não é apenas questionar a obra, mas desgastar politicamente quem governa. A população precisa estar atenta a esse tipo de manobra.
Por isso, deixo aqui meu conselho ao prefeito Henrique do Paraíso: siga em frente com essa reforma. Já é possível perceber que a obra ficará bonita, funcional e de grande utilidade para a nossa população.
Como diz o velho ditado: enquanto os cães ladram, a carruagem passa.
Memória e experiência administrativa
Recordo-me de minha campanha política de 1976, quando a população clamava pela reforma da Praça da República. Dois anos após a posse, e atendendo também a indicações de vereadores, demos início ao projeto. A proposta foi amplamente debatida na Câmara Municipal e em outros locais [checar registros da época]. Após a licitação, iniciamos as obras, e o resultado final foi amplamente reconhecido como uma grande melhoria para a cidade.
Naquele período, a praça havia sido negligenciada por gestões anteriores: pintaram de cal branco o que era concreto aparente e, em outra ocasião, pintaram tudo de azul, confundindo administração pública com propaganda pessoal. Houve até quem alargasse a rua, reduzindo o espaço do povo — uma intervenção que não resolveu o congestionamento. Governar sem planejamento técnico resulta em erros caros.
Durante a reforma da Praça da República, foi necessário retirar árvores com mais de 60 anos que já eram impróprias para aquele local. Na época, encontramos uma solução: fizemos um tratamento especial e replantamos essas árvores em frente ao Cemitério da Saudade, criando o atual estacionamento arborizado, que até hoje beneficia a população.
Apelo ambiental e aproveitamento
Registro ainda um detalhe relevante: administrações passadas investiram somas elevadas na compra de coqueiros, que agora estão sendo cortados [checar informações e justificativas oficiais]. Sei que muitas vezes a poda ou a retirada é necessária por questões técnicas e urbanísticas, mas talvez seja possível reaproveitar essas árvores em outros logradouros públicos, dando vida a novos espaços da cidade.
É possível modernizar sem perder a sensibilidade ambiental. Cada gestão atua dentro das possibilidades de seu tempo; hoje, com novas condições técnicas, é natural que se avance mais, preservando o que for possível.
Conclusão: equilíbrio e responsabilidade
A população não é ingênua. Sabe reconhecer erros, mas também enxerga quando há esforço real para fazer a cidade progredir. O caminho mais saudável é o equilíbrio: aplaudir o que está certo, cobrar o que está errado e sugerir melhorias. Administração pública não se faz com torcida organizada, mas com responsabilidade.
O debate atual, ainda que dividido, é sinal de vitalidade democrática. Cabe a todos nós elevar o nível da discussão, fugindo de radicalismos, para que o município não seja refém de brigas políticas, mas sim beneficiado por um diálogo construtivo. No fim das contas, o que realmente importa não é quem vence a discussão, mas sim que a cidade vença.
Abraços!





