sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Sumaré entra nas 100 cidades que mais arrecadam tributos e expõe peso econômico na RMC

Sumaré aparece entre as 100 municípios que mais arrecadam tributos no País, ocupando a 65ª posição do ranking do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) com R$ 4,2 bilhões em tributos federais recolhidos em 2024.

Ranking e números

O levantamento do IBPT, com base em dados da Receita Federal referentes a 2024, mostra que apenas 100 municípios concentram 77,6% de toda a arrecadação nacional, apesar de abrigarem pouco mais de um terço da população do País.

Juntas, essas cidades somam mais de R$ 1,9 trilhão em impostos no ano analisado. O estudo considera os tributos federais pagos pelas empresas sediadas em cada município, a partir de planilhas oficiais que abrangem as 5.569 cidades brasileiras.

Ou seja, não se trata apenas de ISS, IPTU ou ITBI — tributos que ficam diretamente no caixa municipal — mas do volume total de arrecadação federal gerado pela atividade econômica local.

O que explica a arrecadação de Sumaré

Os números confirmam o peso industrial e logístico da cidade dentro da Região Metropolitana de Campinas. Segunda maior cidade da RMC em população, Sumaré possui parque industrial diversificado e forte presença de empresas exportadoras.

A localização estratégica, com acesso facilitado às principais rodovias do Estado, a expansão do comércio e serviços e o processo de verticalização ajudam a explicar a capacidade de geração de tributos.

Quanto mais empresas instaladas, maior a circulação econômica e, consequentemente, maior a arrecadação federal vinculada ao município.

Reflexões e desafios

Os dados também levantam uma questão inevitável: se Sumaré gera R$ 4,2 bilhões em tributos federais, quanto desse montante retorna efetivamente em investimentos, infraestrutura e serviços públicos na cidade?

A concentração da arrecadação em poucos municípios evidencia força econômica, mas também expõe o modelo brasileiro de distribuição de recursos, que nem sempre acompanha a lógica da geração de riqueza.

Estar entre as 100 cidades que mais arrecadam não é um detalhe estatístico.

Da redação

Ser relevante economicamente é um indicativo importante — o desafio agora é transformar essa relevância em qualidade de vida, serviços e planejamento urbano que atendam à população.

Sumaré arrecada como cidade grande. Agora precisa garantir que essa grandeza apareça também nas ruas, nos serviços e no planejamento urbano.

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