quinta-feira, 3 abril, 2025
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SindusCon-SP Apresenta Análise da Conjuntura Econômica para 2025, Indicando Crescimento Moderado na Construção

O SindusCon-SP divulgou sua primeira análise da conjuntura econômica de 2025, apontando que, apesar do crescimento contínuo do setor da construção, o cenário macroeconômico pode resultar em um desempenho inferior ao inicialmente previsto. A reunião foi conduzida por Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, e contou com a participação de Yorki Estefan, presidente da entidade.

Os indicadores da cadeia produtiva da construção em 2025 mostram um crescimento persistente, embora a inflação, o aumento da taxa Selic e incertezas econômicas possam impactar o setor. Zaidan destacou a confusão no cenário interno e as repercussões de mudanças nos Estados Unidos, que podem afetar a indústria da construção no Brasil.

Na Regional Campinas, Marcio Benvenutti, diretor do SindusCon-SP, observou que os indicadores na região são semelhantes aos nacionais. Ele acredita que os empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida contribuirão para um desempenho positivo, com um aumento de 37% no número de alvarás emitidos nos últimos quatro anos. O mercado deve se manter aquecido, exigindo mais profissionais qualificados.

Ana Maria Castelo, do FGV Ibre, apresentou dados que mostram um crescimento do PIB da construção de 4,3% em 2024, com previsão de desaceleração em 2025. O saldo de emprego na construção desacelerou em janeiro, e a inflação afetou a percepção do consumidor, impactando negativamente o mercado imobiliário. A falta de mão de obra é uma preocupação crescente, superando a demanda insuficiente.

Robson Gonçalves, professor da FGV, analisou a contradição na política econômica, onde o crescimento da demanda das famílias pressiona a inflação, enquanto os gastos do governo aumentaram apenas 1%. Apesar do baixo desemprego, o consumo das famílias caiu, afetando seu poder de compra.

Zaidan comentou sobre a indústria do aço, que enfrenta dificuldades para aumentar os preços dos vergalhões, enquanto a importação de aço da China pressiona os preços para baixo. Castelo previu que a cesta de materiais de construção deverá ter uma leve elevação em relação aos índices de inflação.

Diretor do SindusCon-SP – Regional Campinas, Marcio Benvenutti

Fonte: Roncon & Graça Comunicação

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