Segundo o Ministério da Saúde, por diversos fatores — em grande parte relacionados a tabus — os homens procuram menos os serviços médicos; quando o fazem, em 70% dos casos é por influência de uma mulher. O material apresenta os cinco tipos de câncer mais frequentes entre homens e medidas de prevenção ao alcance do paciente.
Por que a prevenção importa
Os cânceres são doenças multifatoriais: há causas que não podem ser modificadas, como idade e história familiar, e fatores evitáveis, como tabagismo, dieta inadequada e sedentarismo. Controlar os fatores modificáveis reduz significativamente o risco e aumenta as chances de cura quando a detecção é precoce.
Câncer de próstata
Um dos mais comuns entre homens, costuma ser caracterizado como doença da terceira idade: cerca de 75% dos novos casos no mundo ocorrem em pacientes acima de 65 anos. Na maioria das vezes o tumor cresce lentamente e pode ser assintomático.
- Sintomas: dificuldade ou aumento da frequência ao urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, sangue na urina ou no sêmen, disfunção erétil, desconforto ao ejacular, dor pélvica, nas costas ou nos quadris.
- Fatores de risco: idade acima de 50 anos, histórico familiar, etnia, obesidade e exposição a agentes cancerígenos (metais, radiação, tabaco).
- Prevenção: consultas regulares ao urologista a partir dos 50 anos, exames de rotina quando indicados, alimentação saudável e atividade física.
Câncer colorretal
Desenvolve-se frequentemente a partir de pólipos benignos na parede do intestino e costuma ser curável quando detectado precocemente.
- Sintomas: mudança do hábito intestinal (diarreia ou constipação), presença de sangue nas fezes, dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente, sensação de fraqueza ou fadiga.
- Fatores de risco: idade acima de 50 anos, histórico familiar, alimentação pobre em fibras e rica em gorduras, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e doenças inflamatórias intestinais.
- Prevenção: dieta rica em frutas e vegetais, consumo adequado de fibras, atividade física regular, manutenção de peso saudável, evitar álcool e tabaco e realizar exames de rastreamento conforme orientação médica.
Câncer de pulmão
Apesar da queda nos indicadores desde a década de 1980, permanece entre os tipos mais comuns em homens. O cigarro é o principal fator de risco, responsável por aproximadamente 85% dos diagnósticos.
- Sintomas: tosse persistente, dor no peito, rouquidão, falta de ar, tosse com sangue, perda de peso inexplicável, fadiga e infecções respiratórias frequentes.
- Fatores de risco: tabagismo ativo e passivo, exposição a amianto, arsênico e outros agentes, poluição do ar, histórico familiar e idade.
- Prevenção: abandono do tabagismo, evitar exposição à fumaça e a agentes cancerígenos, e acompanhamento médico com exames quando indicado.
Câncer de estômago
O adenocarcinoma corresponde à grande maioria dos casos — cerca de 95% — e a infecção por Helicobacter pylori é o principal fator de risco associado, podendo levar à gastrite crônica e ao desenvolvimento de células cancerígenas.
- Sintomas: desconforto abdominal, perda de apetite e de peso, náuseas, sensação de saciedade com pouco alimento, azia, vômitos, sangue nas fezes e anemia.
- Fatores de risco: infecção por H. pylori, consumo excessivo de sal, baixa ingestão de frutas e vegetais, idade (mais frequente em maiores de 50 anos), sexo masculino, histórico familiar, tabagismo e consumo de álcool.
- Prevenção: diagnóstico e tratamento da infecção por H. pylori, alimentação saudável, controle de peso, abandono do álcool e do tabaco, e consultas e exames de rotina.
Câncer de boca
Pode surgir em lábios, gengivas, bochechas, língua e palato; o diagnóstico precoce é essencial para preservar a qualidade de vida.
- Sintomas: lesões que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, inchaço ou nódulos na boca, língua ou pescoço, dificuldade para mastigar ou engolir, dor na boca, rouquidão persistente e sangramento ao escovar ou mastigar.
- Fatores de risco: uso de qualquer tipo de tabaco (principal), infecção por HPV, exposição solar (principalmente nos lábios), alimentação pobre em frutas e vegetais, sistema imune enfraquecido e idade.
- Prevenção: abandono do tabagismo e do consumo excessivo de álcool, proteção solar para os lábios, alimentação saudável, higiene bucal, vacinação contra o HPV, exames de rotina e visitas regulares ao dentista.
Prevenção e recomendações
Os denominadores comuns para reduzir risco incluem acompanhamento médico regular e mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, prática de atividade física e eliminação do tabaco e do álcool. Embora fatores como idade e história familiar não possam ser alterados, medidas simples e a detecção precoce aumentam as chances de tratamento bem‑sucedido.
- Ações-chave: consultas e exames de rotina, vacinação quando indicada (ex.: HPV), triagem para câncer colorretal e atenção a sinais e sintomas persistentes.
- Adotar hábitos saudáveis: dieta rica em frutas e vegetais, atividade física regular, controle do peso, evitar tabaco e consumo excessivo de álcool.
Fonte: Unimed




