A novela salarial em Nova Odessa ganhou um capítulo constrangedor. Enquanto servidores protestavam na porta da prefeitura por reajuste e plano de carreira, a Justiça precisou intervir para barrar justamente o aumento automático do prefeito, vice e secretários. A liminar do TJ-SP suspendeu o trecho da lei que garantia reajuste anual sem debate, no mesmo índice dos servidores — um atalho que o Ministério Público classificou como inconstitucional. Na prática, o Executivo tentava se garantir enquanto o funcionalismo segue acumulando perdas. Agora, prefeito e Câmara terão de explicar à Justiça por que o primeiro escalão queria corrigir o próprio salário antes de resolver a vida de quem mantém a máquina pública funcionando.




