O Projeto Vulcão, que tem como missão “colocar vidas e sonhos em erupção” é uma iniciativa que visa transformar a vida de crianças, adolescentes e jovens, afastando a juventude dos perigos da vida moderna e criando um senso de pertencimento e comunidade.
Nascido em 2011 pelas mãos de Márcio Vulcão, o projeto é fundamentado no amor ao próximo e tem como principal objetivo transformar realidades.
Através da educação, arte, cultura, lazer e esporte promovem valores positivos e servem como um instrumento poderoso na mudança de atitudes e comportamentos dos mais jovens. Desta maneira, gera oportunidades para o desenvolvimento como cidadãos, fomentando o crescimento em diversas áreas de suas vidas.
Márcio, idealizador e CEO do Projeto Vulsão é morador de Sumaré desde 1992. Vivendo junto da comunidade, presenciou o avanço da violência, das drogas e do crime.
Apaixonado por futebol, buscava oportunidades para seguir seu sonho, mas a vida o colocou à prova de maneira dura: aos 17 anos, perdeu a mãe e, apenas um mês depois, também perdeu o pai.
Foi nesse momento de dor que ele começou a perceber a importância de ter um trabalho social na cidade, capaz de gerar oportunidades e oferecer qualidade de vida para crianças e jovens que, assim como ele, enfrentavam realidades difíceis. A partir dessa visão, nasceu o Projeto Vulcão, um espaço onde o esporte, a cultura e a educação se tornam ferramentas de transformação.
Atualmente, as ações do projeto estão voltadas apenas ao futsal, com treinos duas vezes por semana. Após a pandemia de Covid-19 que assolou o mundo, atividades como Jiu-Jitsu, Informática, Música, Palestras, Graffiti, Vôlei, Basquete, Atletismo e Recreação Esportiva foram inviabilizadas devido às restrições, mas o projeto está lutando ativamente para trazer as atividades mais uma vez para os jovens de Sumaré.

Além das ruas, o mundo moderno trouxe um novo desafio: o mundo digital. Muitos jovens estão presos às telas de celulares e computadores, e trazê-los para o mundo real também é um dos desafios aceitos pelo projeto. “Muitas pessoas dizem: “Vocês tiram as crianças das ruas.” Hoje, podemos dizer que fazemos ainda mais — tiramos as crianças do mundo virtual. É alarmante perceber o quanto a nova geração sofre com a falta de coordenação motora, dificuldade de tomar decisões, ausência de sonhos e, principalmente, com a carência familiar, mesmo com todos dentro de casa, presos a suas próprias telas”, comenta Márcio Vulcão.
Oferecer aulas e atividades gratuitas têm um custo considerável, por isso a participação da sociedade, da iniciativa privada e do poder público é muito importante. Como afirma Márcio, é gratuito para quem recebe, mas tem custos para quem executa.
Quem quiser ajudar pode fazê-lo de diversas formas. Projetos incentivados, em parceria com empresas que podem destinar parte dos seus impostos para a causa. Trata-se de um processo complexo, mas fundamental para a continuidade do projeto.
Outra forma de apoio é a contribuição direta: qualquer valor doado ajuda a manter a ação, organização de reuniões, manutenção do espaço e muito mais.
“Existem também outras maneiras de contribuir, como doações de itens para bazares solidários, alimentos, materiais esportivos e culturais. No entanto, sem recursos financeiros, é impossível oferecer um trabalho de qualidade”, diz Márcio.
O poder público e as ONGs devem caminhar de mãos dadas, pois o terceiro setor (ONGs) atua justamente onde o poder público, muitas vezes, não consegue chegar. Apesar do trabalho exemplar executado, o poder público falhou muitas vezes com o projeto.
“Infelizmente, no passado, não tivemos sequer uma visita de um prefeito e contamos com a presença de poucos vereadores. No entanto, recentemente, tivemos a honra de receber a visita do Secretário de Serviços Públicos, Juninho, e do Secretário de Esportes, Pedro — o que para nós já representa um avanço incrível. Esperamos, de coração, que em breve possamos contar também com a presença do Prefeito Henrique”, finaliza Márcio.
Para conhecer mais sobre o projeto e saber como pode ajudar, acesse: www.projetovulcao.com.br ou procure Projeto Vulcão nas redes sociais.
Da redação