Pais e responsáveis precisam aprender a dizer “não” tanto na vida real quanto na internet para proteger crianças e adolescentes expostos ao uso excessivo de redes sociais, afirma a diretora e educadora Roberta Guimarães.
Crianças na educação infantil devem priorizar brincadeiras presenciais, experiências sensoriais e convivência com pares, em vez de acesso precoce a telas. Já alunos do ensino fundamental podem começar a navegar no mundo digital, mas sempre com supervisão de cuidadores, professores ou pais. O tempo e o conteúdo a que são expostos devem ser claramente limitados por esses responsáveis.
O crescimento do cyberbullying preocupa educadores e exige atuação conjunta da sociedade, das famílias, das escolas e do Estado. Adultos devem conversar de forma franca e direta com menores sobre esse tema e estar atentos a mudanças de comportamento, que podem indicar problemas tanto no ambiente real quanto no virtual. Roberta Guimarães lembra que menores podem não ser responsabilizados da mesma forma que adultos, mas seus pais ou responsáveis podem responder judicialmente por ilegalidades cometidas por eles.
A diretora relata exemplos de acesso involuntário a conteúdos inadequados mesmo por crianças que ainda não sabem ler. Ela cita casos em que palavras ou expressões reproduzidas por crianças em aplicativos permitiram acesso a material impróprio e provocaram mudanças comportamentais que demandaram conversa com os responsáveis.
A chegada da inteligência artificial traz novos desafios e oportunidades. Segundo Guimarães, a tecnologia deve ser usada com ética e responsabilidade para gerar benefícios reais.
“Frustrem seus filhos, digam não a eles, ensine-os limites reais e virtuais”.
Fonte: Roncon & Graça Comunicações