segunda-feira, 9 março, 2026
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Novo pedágio free flow já cria golpe: como pagar sem cair em armadilha

O pedágio sem cancela (free flow) torna o trânsito mais fluido, mas também abriu espaço para golpes digitais; este guia prático mostra como pagar corretamente, identificar fraudes e recuperar seu dinheiro se for vítima.

O que é o pedágio free flow e como funciona

No sistema free flow, pórticos instalados sobre a pista usam câmeras e sensores para ler placas ou tags eletrônicas. Quando há tag ativa, o débito é lançado automaticamente na conta vinculada; sem tag, a passagem é registrada e o motorista precisa pagar posteriormente pelo site ou app da concessionária, dentro do prazo estabelecido.

Dica rápida: anote o horário da passagem caso precise conferir depois.

Como pagar o pedágio free flow — passo a passo seguro

  1. Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou em anúncios patrocinados. Digite você mesmo o endereço do site da concessionária no navegador ou consulte o site da ANTT (https://www.antt.gov.br) para identificar a empresa responsável pelo trecho.
  2. No site oficial da concessionária, informe a placa e consulte débitos. Verifique a data, o horário e o local do pórtico exibidos na cobrança.
  3. Gere a guia, pague via Pix ou boleto e guarde o comprovante. Em geral, as concessionárias dão um prazo para regularização — verifique no próprio site.
  4. Se passou por free flow sem tag, programe um alerta no celular para checar o débito alguns dias depois.

O que pode acontecer se não pagar

A passagem sem cancela não anula a obrigação de pagar. A falta de pagamento pode ser tratada como evasão de pedágio e gerar cobrança da tarifa, multa administrativa, juros e até pontos na CNH. Controlar o pagamento é responsabilidade do motorista.

O golpe do pedágio free flow — como funciona

Golpistas criam sites muito semelhantes aos das concessionárias. Ao digitar a placa, o site falso pode exibir dados verídicos do veículo para gerar confiança e oferecer pagamento rápido via Pix. A pressa do motorista faz o dinheiro seguir para contas de terceiros (laranjas), o que dificulta a recuperação.

A Kaspersky identificou mais de 50 sites falsos explorando esse esquema.

Como identificar cobrança falsa

  • Prefira digitar o URL oficial da concessionária ou consultar a ANTT antes de pagar.
  • Cheque se a página mostra o nome completo da concessionária, CNPJ, canais de atendimento, endereço institucional e detalhes da passagem (data, horário e trechos/pórtico).
  • Desconfie de páginas genéricas, com erros de português, ausência de CNPJ ou falta de contato institucional.
  • Antes de pagar via Pix, confira o nome/razão social e o CNPJ do recebedor: devem corresponder à concessionária, não a uma pessoa física.
  • Verifique o cadeado e o ‘https’ do site e procure informações oficiais exibidas nas placas/pórticos (muitas rodovias mostram a URL oficial).

Checklist rápido antes de pagar

  • Digitei o endereço do site oficial manualmente ou acessei por links listados na ANTT?
  • O CNPJ e a razão social do recebedor conferem com os da concessionária?
  • A cobrança mostra data, horário e local da passagem?
  • Há canal de atendimento, telefone e/ou ouvidoria listados?
  • Guardei comprovante (print ou PDF do pagamento)?

O que fazer se você pagou em site falso

  1. Não apague nada: salve prints da página e do comprovante do Pix.
  2. Abra boletim de ocorrência (BO) e anexe provas (prints, comprovante, hora da transação).
  3. Contate imediatamente sua instituição financeira e solicite informações sobre bloqueio ou estorno do Pix (quanto mais rápido, melhor).
  4. Informe a concessionária responsável pelo trecho — envie comprovantes e peça orientação para abrir contestação. Use canais oficiais e registre protocolo.
  5. Registre reclamação na ANTT e, se necessário, no Procon local, anexando documentos que comprovem o golpe.
  6. Se o recebedor do Pix for pessoa física, entregue o BO à polícia para investigação por apropriação ou estelionato.

Boas práticas finais

  • Mantenha um alerta no celular para checar débitos após viagens sem tag.
  • Se possível, instale tag para evitar consultas manuais e reduzir risco de erro ou fraude.
  • Adote a rotina: site oficial → checar dados da cobrança → conferir recebedor do Pix → pagar.

Conclusão

O free flow reduz filas e tempo perdido, mas exige organização financeira e atenção digital. Um clique apressado pode custar o pedágio e gerar multas ou golpes. Informação, checagem e a guarda de comprovantes são sua melhor defesa.

Fonte: Isabel Gonçalves; dados sobre sites falsos citados pela Kaspersky.

Isabel Gonçalves; Kaspersky

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