sexta-feira, 6 fevereiro, 2026
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Monte Mor volta a afundar e expõe ferida urbana após temporais extremos

As chuvas intensas registradas entre os dias 28 e 30 de janeiro em Monte Mor obrigaram a Prefeitura a decretar Situação de Emergência por 180 dias, após novos alagamentos em bairros historicamente vulneráveis.

Em apenas três dias, o acumulado de chuva ultrapassou 125 milímetros, com picos considerados anormais para a região. Em um intervalo de cerca de 40 minutos foram registrados mais de 70 milímetros, volume suficiente para sobrecarregar galerias pluviais e provocar transbordamentos.

Bairros como Jardim Progresso e Vila Farid Callil sofreram novos alagamentos, comprometendo vias, residências e estruturas públicas.

Muitos moradores foram notificados sobre o risco iminente e deixaram suas casas de forma preventiva, recorrendo a familiares ou abrigos improvisados, embora a Prefeitura afirme que não houve famílias oficialmente desalojadas. A Defesa Civil manteve monitoramento contínuo dos cursos d’água, com atenção especial ao rio Capivari.

Os danos registrados incluem:

  • Queda de pontes de madeira;
  • Solapamento do solo e perda de asfalto;
  • Muros derrubados e residências parcialmente interditadas;
  • Pontos de erosão em estradas rurais.

Galerias de águas pluviais entupidas agravaram o cenário, dificultando o escoamento e ampliando áreas de alagamento.

O decreto de emergência autoriza medidas administrativas excepcionais, como a dispensa de licitação para contratações emergenciais, e a mobilização integral da estrutura municipal. A coordenação das ações ficou a cargo da Defesa Civil, com apoio de diferentes secretarias.

No início de fevereiro, o Governo do Estado de São Paulo anunciou o envio de ajuda humanitária a Monte Mor, contendo:

  • Kits de limpeza;
  • Kits dormitório, colchonetes e roupas;
  • Água e itens de higiene;
  • Brinquedos e ração para animais.

O episódio reacende o debate sobre a repetição de enchentes nos mesmos bairros, apontando problemas estruturais como ocupação urbana desordenada, drenagem insuficiente e intervenções paliativas que não resolvem as causas de fundo.

Equipes permanecem em alerta enquanto a previsão meteorológica mantém sinal de atenção. A expectativa é que as medidas adotadas superem o improviso e enfrentem, de forma duradoura, as causas dos alagamentos.

Fonte: Da redação.

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