Iniciamos o mês de março, tradicionalmente dedicado às mulheres — mas a realidade exige mais do que flores e discursos.
A face real do mês
Enquanto se distribuem rosas e bombons, os números da violência aumentam. Segundo dados nacionais, quatro mulheres morrem todos os dias vítimas de violência. Isso significa que, a cada seis horas, uma mulher é assassinada simplesmente por ser mulher.
A violência não é apenas física: atinge também a esfera psicológica, social e institucional.
Violência política
Mulheres são atacadas, descredibilizadas e pressionadas quando não aceitam ser manipuladas ou silenciadas. Essa forma de violência destrói reputações, afeta o psicológico e tenta afastar mulheres dos espaços de poder e decisão.
Responsabilização e exemplos
Precisamos falar sobre responsabilização. A Itália recentemente aprovou legislação que prevê prisão perpétua para quem comete feminicídio, reforçando que crimes dessa natureza devem receber punição máxima. É um exemplo de um país tratando o feminicídio com a gravidade que ele exige.
Feminicídio é covardia. É violência desigual. É a eliminação de uma mulher por simplesmente ser mulher.
O que se exige
Março não pode ser apenas um mês de flores e discursos. Deve ser um mês de ação concreta, de proteção real e de compromisso com a vida.
- Segurança efetiva para mulheres
- Justiça e aplicação rigorosa das leis
- Leis mais rígidas e monitoramento de sua execução
- Responsabilização de agressores e de quem silencia
Não queremos apenas bombons. Queremos proteção, medidas concretas e responsabilização.
Ser mulher é resistência. Ser mulher é coragem. Ser mulher é denunciar injustiças e enfrentar irregularidades.
Respeito não se entrega em um buquê. Respeito se garante com proteção e justiça.

Fonte: Hayde Marinho.




