A Justiça de Paulínia devolveu, de forma provisória, o controle dos bens ao ex‑prefeito Du Cazellato (PL). A liminar foi concedida na quarta‑feira (19) pela juíza Patrícia Ribeiro Bacciotti Parisi e reverteu o bloqueio determinado a pedido do Ministério Público.
A decisão judicial aponta que o Ministério Público não comprovou risco de dano irreparável nem prejuízo ao andamento do processo. Os magistrados também observaram que o bloqueio aplicado excedeu o valor originalmente requerido na ação, sem respaldo na legislação que regula medidas dessa natureza.
O caso refere‑se a gastos com a decoração de Natal de 2021 em Paulínia. Os gastos em disputa dizem respeito ao serviço prestado pela empresa Estelar Iluminação LTDA, citada no processo e reconhecida nacionalmente no setor.
Na época, a decoração transformou Paulínia em polo regional de visitação, com impacto imediato no fluxo de moradores e visitantes. A atuação da empresa e o resultado do evento foram destacados como fatores considerados pelas partes envolvidas.
A gestão de Cazellato também foi avaliada por órgãos federais: o município recebeu nota A no Ranking Siconfi, que analisa a qualidade e a transparência das informações contábeis e fiscais. A avaliação baseou‑se em dados referentes a 2024, período em que o ex‑prefeito ainda estava à frente da administração.
Aliados do ex‑prefeito interpretaram a denúncia que originou o bloqueio como ação de adversários políticos e de caráter persecutório. Segundo o texto da decisão, essa leitura perde força diante da liminar, que desmontou o principal instrumento de pressão sofrido por Cazellato nas últimas semanas.
Cazellato comentou o caso em tom conciliador, afirmou acreditar na Justiça e reafirmou que sua administração sempre respeitou o patrimônio público. Disse também que seguirá atuando politicamente e pretende levar a experiência adquirida em Paulínia para outros municípios.
A liminar não encerra o processo: conforme o próprio texto judicial, ela apenas recoloca o debate no eixo da razoabilidade e devolve, ao menos por ora, a narrativa de que o peso das acusações não se sustenta. Os autos seguem tramitando e poderão ser retomadas medidas conforme o desenvolvimento da ação.




