A NRF 2026, realizada em janeiro, deixou claro que a inteligência artificial deixou de ser ferramenta de apoio e passou a atuar como agente capaz de tomar decisões que redefinem modelos de negócio, jornada do cliente e competitividade.
O evento mostrou que a adoção de agentes de IA tem caráter estrutural e já altera a dinâmica competitiva do varejo: empresas passam a disputar não apenas clientes, mas também os algoritmos que decidem por eles.
“O ano de 2026 será de ruptura porque marca o momento em que a inteligência artificial deixa de ser ferramenta. A defasagem entre quem usa IA e quem ainda hesita ficará irreversível. Entramos na economia dos agentes, em que a IA passa de assistente a executor, tomando decisões antes mesmo da intenção humana. Nesse cenário, as empresas deixam de disputar apenas o cliente e passam a disputar o algoritmo que decide por ele”.
O que isso significa para o varejo local
- Decisões automatizadas e velocidade: sistemas baseados em IA vão otimizar preços, sortimento e recomendações em tempo real. Comerciantes pequenos e médios precisarão acelerar a tomada de decisão e confiar em processos automatizados ou correrão risco de perder participação.
- Diferencial competitivo pelos dados: quem coleta e organiza first‑party data terá vantagem para personalizar ofertas e monetizar espaços por meio de retail media.
- Novos parceiros, novos riscos: a adoção de agentes de IA traz necessidades de governança, critérios de seleção de fornecedores e atenção à integração entre plataformas.
Tendências correlatas destacadas na NRF
- Omnichannel mais integrado: a experiência do cliente exige continuidade entre loja física, e‑commerce, redes sociais e novos pontos de contato — é preciso orquestrar canais, não apenas estar presente neles.
- Retail media em ascensão: varejistas tornam‑se canais de mídia ao explorar dados próprios para campanhas segmentadas e monetização de inventário publicitário.
- Lojas repensadas: o espaço físico ganha papel de experiência, relacionamento e fortalecimento de marca — além de ponto de retirada ou estoque.
Recomendações práticas para comerciantes de Campinas
- Mapear e priorizar dados: identifique quais dados do cliente você já tem (vendas, tickets, frequência, preferências) e comece a estruturá‑los; iniciativas simples de first‑party data geram retorno rápido.
- Testes rápidos de IA: implemente pilotos limitados (recomendação de produtos, precificação dinâmica em uma categoria, chat automatizado) antes de escalar.
- Orquestrar canais: desenhe jornadas que conectem online e loja física (reserva online com prova em loja, ofertas personalizadas ao chegar na loja etc.).
- Reposicionar a loja como experiência: invista em treinamentos de equipe e em pontos de contato que gerem memória de marca — eventos locais, demonstrações e estações interativas.
- Planejar governança de IA: defina responsáveis, métricas de performance e critérios de revisão para decisões automatizadas; o monitoramento humano continua essencial.
- Buscar capacitação e parcerias locais: participe de iniciativas de difusão de conhecimento para reduzir riscos de adoção equivocada e acelerar benefícios.
Evento em Campinas
A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, em parceria com a ACIC e o Portal, promove o evento gratuito DownLoad NRF’26 – O futuro do varejo é agora no dia 4 de fevereiro, às 8h, no Centro de Convivência Cultural, em Campinas.
Há necessidade de inscrição prévia; informações e inscrições devem ser obtidas diretamente com a ACIC/Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação.
Ao acompanhar a NRF 2026 e trazer esse conteúdo ao nível local, a ACIC reforça seu papel de articuladora entre o empresariado de Campinas e as transformações que já redefinem o varejo e a economia.
Fonte: Assessoria de Comunicação – ACIC — Daniela Nucci
