O décimo terceiro salário pode ser mais do que um alívio momentâneo: aplicado com prioridades claras, esse recurso ajuda a encerrar o ano com mais tranquilidade e a abrir 2026 com planejamento financeiro.
Cinco caminhos práticos
O guia sugere cinco opções para destinar o 13º de forma estratégica, combinando redução imediata de encargos e construção de bases para o futuro.
- Priorizar dívidas com juros altos
- Antecipar despesas do início do ano
- Construir uma reserva de emergência
- Realizar desejos com consciência
- Destinar o que sobrar a investimentos
Priorize dívidas
A primeira recomendação é usar parte do 13º para reduzir ou quitar débitos que geram juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial. Mesmo quando não for possível zerar todas as pendências, pagar uma entrada ou renegociar pode garantir condições melhores e diminuir encargos.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio, mais de 30% das famílias brasileiras estavam endividadas no segundo semestre de 2025, o que reforça a vantagem de atacar primeiro os juros mais altos.
Antecipe despesas
Antecipar gastos previstos para o começo do ano evita parcelamentos e juros. Contas como IPVA, IPTU, matrícula escolar e material costumam chegar em janeiro; pagar com o 13º reduz encargos e deixa o início do ano mais leve.
Quando há desconto à vista, a quitação antecipada pode representar economia significativa e menos estresse financeiro nos meses seguintes.
Reserva de emergência
Destinar parte do 13º para uma reserva transforma segurança em prática: a ideia é formar um colchão para imprevistos, desde despesas de saúde até perda de renda.
Uma meta sugerida é acumular 3 a 6 meses do custo de vida quando possível; começar com um valor menor já é um passo importante para criar o hábito de poupar.
Consumo consciente
Há espaço para usar parte do 13º com prazer, desde que haja critérios. Liste prioridades, compare preços e estabeleça um limite antes da compra para evitar compras por impulso.
O consumo consciente permite aproveitar desejos sem comprometer ações financeiras prioritárias, mantendo equilíbrio entre bem‑estar e responsabilidade.
Destine a investimentos
Se, após organizar dívidas, despesas e reserva, ainda houver saldo, direcionar o restante a investimentos é uma alternativa para construir projetos maiores. Opções simples e acessíveis são indicadas para quem está começando.
Investir com regularidade, mesmo em valores modestos, ajuda a aumentar a liberdade financeira ao longo do tempo e transforma o extra do fim de ano em um passo para objetivos futuros.
Conclusão
O décimo terceiro não precisa ser apenas um alívio temporário. Com organização, intenção e consciência, esse extra pode fortalecer a vida financeira e permitir entrar em 2026 com mais leveza e planejamento.




