sexta-feira, 23 janeiro, 2026
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Ex-secretário de Educação de Sumaré sacou dinheiro vivo 26 vezes na Operação Coffee Break

A Polícia Federal investiga suspeitas de que José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário municipal de Educação durante a gestão Dalben em Sumaré, recebeu valores em dinheiro vivo ao menos 26 vezes entre 2022 e 2024, segundo documentos da Operação Coffee Break.

De acordo com os investigadores, os saques estariam diretamente ligados a um esquema de fraudes em licitações na área da educação. Segundo a PF, Marin teria autorizado contratações antes da formalização dos processos licitatórios, atendendo a solicitações de André Mariano, sócio da Life Tecnologia Educacional — empresa apontada como central no esquema.

Mensagens extraídas do WhatsApp mostram que Mariano repassava a Marin informações sobre transferências federais ao município; em uma conversa de abril de 2023, o empresário afirma que o governo federal havia enviado cerca de R$ 6 milhões para Sumaré. Para a Polícia Federal, o diálogo reforça a tese de direcionamento de contratos a partir da certeza de que haveria dinheiro em caixa.

As apurações identificaram registros de encontros presenciais descritos nas agendas de Mariano com a palavra “café”, termo que, segundo a Polícia Federal, era utilizado como código para propina. Em alguns desses registros, valores aparecem associados às reuniões, o que, segundo a PF, fortalece a suspeita de pagamento sistemático de vantagens indevidas ao ex-secretário.

Na semana passada, nova fase da operação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão ligados a Marin e no bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal. Em uma propriedade rural vinculada a ele, os agentes encontraram 11 armas de fogo e cerca de 400 munições.

A defesa afirma que o armamento é legal e registrado e reiterou que toda a documentação referente às armas já está sob posse da Polícia Federal.

Defesa de José Aparecido Ribeiro Marin

A Operação Coffee Break teve sua primeira grande ofensiva em novembro, quando seis pessoas foram presas por envolvimento em fraudes em licitações nos municípios de Hortolândia e Sumaré, entre elas o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).

A Life Tecnologia Educacional recebeu aproximadamente R$ 70 milhões para fornecer kits e materiais didáticos a três cidades paulistas; segundo a Polícia Federal, os contratos eram direcionados, superfaturados e parte dos recursos teria sido desviada por meio de empresas de fachada.

A defesa de José Aparecido Ribeiro Marin informou que ainda não teve acesso integral aos autos e aguarda a liberação completa das informações oficiais para se manifestar de forma detalhada.

Fonte: Da redação.

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