sábado, 29 novembro, 2025
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Eleições 2026: Sumaré corre risco de perder representação

A Sumaré chega a 2026 com abundância de pré-candidatos e escassez de nomes realmente viáveis, o que abre espaço para que figuras de cidades vizinhas conquistem o eleitorado local. A fragmentação interna e a falta de um agrupamento competitivo aumentam o risco de perda de representatividade nas casas legislativas.

Fragmentação e risco

No papel existem mais de dez pré-candidaturas para as disputas estadual e federal, mas divisões internas, recuos e projetos pessoais desalinhados reduzem a chance de um nome competitivo. Se metade das candidaturas não sobreviver ao período de convenções, já será considerado um feito para os atores locais.

Entre as indefinições, Henrique do Paraíso mantém postura cautelosa e ainda não definiu o rumo para 2026. O nome do irmão, Raí do Paraíso, chegou a ser ventilado, mas não ganhou tração — escolher o irmão ou outro aliado pode provocar implosão interna, razão pela qual Henrique tem priorizado governar em vez de antecipar o jogo eleitoral.

Clã Dalben

Hoje, Dirceu Dalben é o único deputado eleito de Sumaré com voto consolidado além do município, vantagem que traz também risco. Perdas relevantes de votos no próprio município podem comprometer sua permanência na Alesp.

O grupo enfrenta desgaste após derrotas municipais e a repercussão da Operação Coffee Break; a tentativa de ressuscitar Luiz Dalben como “herdeiro natural” pode empurrar eleitores para fora da bolha tradicionalista da família.

Conservadores e rivais

Com o derretimento do bolsonarismo, o campo conservador se reorganiza e volta a apresentar alternativas estruturadas. Entre os nomes que circulam na região, Cauê Macris surge como figura com estrutura superior às apostas da nova direita local.

Sua circulação pela região e reconhecimento podem prejudicar planos daqueles que surfaram no último ciclo e agora ficam sem base organizada em Sumaré.

A esquerda em disputa

A esquerda local também vive fase de turbulência: Willian Souza ganhou força após a eleição municipal, mas perdeu tração sem mandato e com poucos resultados recentes. Sua atuação depende de aparições pontuais para recuperar visibilidade.

A principal concorrente de fora é Ana Perugini, de Hortolândia, em melhor momento político, articulada e com trânsito entre Brasília, São Paulo e a região. Caso Ana mire Brasília, a disputa estadual pode se abrir — mas é improvável que uma estrela ascendente aceite dividir palco com quem busca recuperar protagonismo.

Fila intermediária

Na chamada fila intermediária aparecem nomes como Sílvio Coltro, Décio Marmirolli e Toninho Mineiro, além de ex-secretários e ex-vereadores que ensaiam candidaturas. Todos enfrentam o mesmo obstáculo: convencer grupos maiores a ceder protagonismo, prática pouco comum na política local.

Forças da região

O tabuleiro regional traz concorrentes que podem captar votos sumareenses. O ex-prefeito de Paulínia, Du Cazellato, é apontado como um dos mais fortes do entorno, com ampla aprovação e histórico de boa gestão municipal.

Outro nome em retorno é o do ex-prefeito de Campinas, Jonas Donizette, bem votado em Sumaré em pleitos anteriores e dono de uma base política robusta no interior; reconhecido e estruturado, surge como adversário formidável para candidatos locais indecisos.

Conclusão

Com vaidades em colisão, poucos consensos e estratégias pouco claras, Sumaré corre o risco de novamente ceder espaço a vizinhos mais organizados. Enquanto grupos locais se digladiam internamente, a região avança, aumentando a possibilidade de perda de representatividade para a cidade.

Fonte: Da redação

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