sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Cresce a adoção de pets não convencionais; orientação e prevenção são o que esses animais mais precisam

A presença crescente de aves, répteis e pequenos mamíferos em domicílios brasileiros aumenta a demanda por informação técnica e atendimento especializado, dizem veterinários do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), em Campinas.

Dados do setor pet indicam que a diversificação de espécies acompanha mudanças no estilo de vida urbano — moradias menores, rotinas distintas e a popularização desses animais nas redes sociais. Esse cenário, porém, amplifica a necessidade de orientações técnicas para garantir saúde e bem‑estar.

No HVT, em Campinas, a mudança já se reflete na rotina clínica, com mais atendimentos a pets não convencionais tanto em urgências quanto em consultas preventivas, exames e orientações aos tutores.

“Temos observado um aumento consistente nos atendimentos a pets não convencionais, não apenas em casos de urgência, mas também em consultas preventivas, exames e orientações aos tutores. Isso mostra que há uma conscientização crescente, embora muitos problemas ainda sejam consequência de manejo indevido.”

Raíssa Natali, médica‑veterinária, especialista

Erros recorrentes identificados pelos profissionais incluem alimentação incompatível, ambiente mal dimensionado, falta de controle de temperatura e umidade e ausência de acompanhamento preventivo. A automedicação e a adoção de orientações genéricas encontradas na internet também são riscos, pois condutas generalistas podem agravar quadros específicos.

“A maioria dos pets não convencionais é espécie‑presa e, por instinto, mascara sinais clínicos até o limite fisiológico. As alterações iniciais costumam ser sutis e pouco específicas, o que faz com que muitos cheguem ao atendimento já em estágios avançados da doença.”

Morgana Prado, médica‑veterinária, HVT

“Não é o afeto que garante saúde, mas a informação correta e o acompanhamento veterinário especializado.”

Raíssa Natali, médica‑veterinária, especialista

Profissionais reforçam que carinho e proximidade são importantes, mas não substituem conhecimento técnico. Ao notar qualquer mudança discreta no comportamento, apetite, fezes ou na aparência do animal, a orientação é buscar atendimento profissional rapidamente para aumentar as chances de tratamento eficaz e prolongar a vida do pet.

Checklist de manejo — o básico para tutores

  • Alimentação: pesquise e ofereça dieta específica para a espécie (ex.: misturas e suplementos indicados por especialista). Evite restos humanos e receitas genéricas sem validação profissional.
  • Ambiente e abrigo: garanta tamanho adequado de gaiola/terrário, áreas para aquecimento e esconderijos. Espécies diferentes exigem configurações distintas (perchas e poleiros para aves; luminárias e substratos apropriados para répteis).
  • Temperatura e umidade: invista em termômetros e higrômetros — oscilações fora da faixa ideal debilitam o animal e favorecem doenças.
  • Prevenção e acompanhamento: marque consultas preventivas com veterinário especializado em animais não convencionais; exames clínicos e laboratoriais regulares detectam problemas cedo.
  • Sinais de alerta: perda de apetite, letargia, alterações nas fezes, queda de penas, descamação excessiva ou mudanças no comportamento. Ao notar qualquer alteração, procure orientação profissional rapidamente.
  • Evite automedicação: medicamentos humanos ou recomendações generalistas podem ser tóxicos; só administre drogas sob orientação veterinária.

Como agir ao adotar

  • Ao escolher uma espécie, busque informações confiáveis e converse com um veterinário especializado antes da compra ou adoção.
  • Planeje o espaço e os equipamentos necessários (iluminação UV para alguns répteis, aquecimento localizado, filtros para peixes etc.).
  • Procure referências locais: hospitais e clínicas que atendem animais não convencionais, como o HVT em Campinas, podem orientar montagem de ambiente e rotina de cuidados.

Sugestões visuais para reportagem

  • Fotos das espécies mais comuns em ambiente doméstico (papagaios/psitacídeos, jabutis, lagartos como dragões barbudos, porquinhos‑da‑índia), mostrando tanto o animal quanto o abrigo apropriado.
  • Infográfico com checklist de manejo básico (alimentação, ambiente, temperatura/umidade, sinais de alerta).
  • Imagens de atendimento veterinário especializado para reforçar a mensagem de prevenção.

A mensagem central é que a popularidade das espécies não convencionais exige informação, planejamento e acompanhamento profissional. Com orientação técnica e medidas preventivas, muitos problemas observados em rede clínica podem ser evitados, assegurando mais saúde e longevidade para esses pets.

Fonte: AMZ Comunicação

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