sexta-feira, 6 fevereiro, 2026
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‘Concreto invisível’: Faganello detalha obra no Marajoara e aponta desvio de R$ 330 mil

O vereador André Faganello (Nova Odessa) divulgou nesta semana o segundo capítulo da série “escândalo do concreto invisível”, aprofundando acusações sobre supostas irregularidades na execução de calçadas no bairro Marajoara, em frente ao Residencial Terra Brasil.

De acordo com o parlamentar, a obra teria custado mais de R$412 mil, mas a execução real teria sido estimada em apenas R$86 mil.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Faganello relata que questionou oficialmente a Prefeitura pela primeira vez em 29 de maio do ano passado sobre os valores gastos na calçada. Em resposta, foi informado que a obra estaria vinculada a uma ata de registro de preços, o que, segundo a administração, impediria a identificação específica dos custos.

O vereador afirma que reiterou o pedido em 7 de agosto, quando a Prefeitura teria informado que não havia registro da obra nos sistemas e que, caso algum serviço tivesse sido executado no local, não teria sido pago pelo poder público.

Segundo o levantamento apresentado por Faganello, a Prefeitura teria pago R$421 mil pela obra. A própria administração, conforme o vereador, abriu uma sindicância interna na qual técnicos teriam constatado um desvio superior a R$330 mil.

  • Foram adquiridos 320 metros cúbicos de concreto — o equivalente a 64 caminhões.
  • A vistoria técnica teria identificado uso de apenas 107 metros cúbicos — cerca de 22 caminhões, deixando uma diferença de 42 caminhões não aplicados.
  • Constam ainda pagamentos por 2.480 metros de sarjeta que, segundo o vereador, não teriam sido substituídos (a estrutura existente seria original do bairro).
  • Também aparecem no pagamento 12 rampas de acessibilidade e 12 metros de piso tátil — itens que, conforme Faganello, não existem na praça.

“O próprio relatório da Prefeitura diz que essa obra custou R$86 mil. Mas foi pago mais de R$421 mil. A pergunta é simples: onde foram parar esses R$330 mil?”

André Faganello, vereador

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Nova Odessa não havia se manifestado sobre o conteúdo do segundo vídeo, nem sobre os números apresentados pelo vereador ou o suposto resultado da sindicância interna mencionada.

As denúncias, detalhadas com valores, medições e referências a documentos internos, elevam o grau de gravidade do caso e podem pressionar órgãos de controle externo, como o Ministério Público, a analisar o material apresentado. A série promete novos episódios.

Fonte: Da redação.

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