terça-feira, 24 fevereiro, 2026
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Comprar imóvel sem certidões: como evitar penhoras e bloqueios judiciais

Comprar um imóvel sem a checagem completa de certidões pode transformar a maior transação da vida em um pesadelo jurídico: bens transferidos antes de sentença podem ser bloqueados meses depois, surpreendendo o comprador.

Riscos ao não conferir certidões

Um vendedor que antecipa a venda ao perceber alta probabilidade de condenação em uma ação trabalhista pode transferir o imóvel e deixar a negociação com aparência regular — até que surja, meses depois, um bloqueio judicial.

A matrícula do imóvel comprova posse e registra ônus, encargos e penhoras, mas não revela todos os riscos. Processos já em andamento podem ainda não ter averbações ou bloqueios e se materializar posteriormente. Da mesma forma, a ausência de restrição em cadastros como o Serasa não garante que não haja litígios em curso.

O que as certidões protegem

Execuções fiscais, protestos e outras ações judiciais podem não aparecer de imediato na matrícula. Por isso, a obtenção de certidões é etapa fundamental antes da assinatura de qualquer acordo — são ferramentas de defesa para assegurar segurança jurídica ao comprador.

existe quem entenda isso como um “relaxamento” burocrático

R Silva Comunicação

Checklist prático de certidões

O comprador deve solicitar e o advogado deve providenciar as certidões abaixo antes do fechamento do negócio:

  • Certidões cíveis
  • Certidões trabalhistas
  • Certidões federais
  • Certidões estaduais
  • Certidões municipais
  • Certidões de protestos

Cuidados na compra de imóvel em construção

Na aquisição de imóvel na planta, a diligência precisa ser mais ampla: identificar a empresa por trás do empreendimento, verificar quantos projetos a construtora já concluiu e quantos estão em andamento, e checar ações judiciais relacionadas por atrasos, cobranças ou desistências. Também é essencial averiguar débitos fiscais da construtora antes de transferir patrimônio para uma empresa.

Princípio da precaução e prática profissional

Mesmo diante de entendimentos jurisprudenciais que consideram certas certidões não imprescindíveis, o princípio da precaução recomenda a checagem integral. As certidões não são meras formalidades: são instrumentos de proteção. Negligenciá-las é como dirigir sem freio — pode parecer que tudo está sob controle até que se perde a direção.

Como prática profissional, manter a verificação completa preserva a confiança e reduz riscos para comprador e para o operador jurídico que assiste a transação.

Aleksander Szpunar Netto

Aleksander Szpunar Netto é advogado especializado em Regularização de Imóveis e Processos de Usucapião e presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB Águas de Lindóia/SP.

Fonte: R Silva Comunicação

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