sexta-feira, 13 março, 2026
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Câncer de pele: entenda tipos, sinais e como prevenir com proteção diária

Com a chegada de dezembro, a campanha Dezembro Laranja da Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que o aumento da exposição solar eleva o risco de câncer de pele e lembra medidas de prevenção e detecção precoce.

Riscos e quem está mais vulnerável

A pele é o maior órgão do corpo e o câncer de pele responde por mais de 30% dos casos de câncer no Brasil. Estão entre os principais grupos de risco pessoas de pele clara, com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

  • Histórico familiar de câncer de pele
  • Excesso de pintas
  • Dificuldade para bronzear-se e tendência a queimaduras
  • Pessoas de pele negra: não são imunes — sinais podem surgir em áreas mais claras, como palmas das mãos e plantas dos pés

Como a radiação solar provoca danos

A doença ocorre pelo crescimento anormal de células da pele desencadeado, principalmente, pela exposição excessiva ao sol. A radiação ultravioleta (UVA e UVB) danifica o DNA.

Os raios UVB provocam efeitos superficiais — queimadura e vermelhidão —, mas a exposição acumulada a UVA e UVB aumenta o risco de câncer de pele. No Brasil, recomenda-se evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, quando a insolação é mais direta.

Estudos indicam que entre 25% e 50% da radiação recebida ao longo da vida ocorre nos primeiros 18 anos de vida, por isso a SBD e a SBP recomendam o uso de filtro solar desde a infância.

O uso de filtro solar desde a infância é recomendado para reduzir a exposição acumulada que aumenta o risco de câncer de pele.

Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Pediatria

Tipos de câncer de pele

O câncer de pele divide-se em dois grupos principais: não melanoma e melanoma.

Não melanoma

São os mais comuns, com baixa letalidade e altas taxas de cura quando diagnosticados e tratados precocemente. Os dois tipos mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, que costumam surgir em áreas mais expostas ao sol — face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

O carcinoma basocelular pode assemelhar-se a lesões não cancerígenas, aparecendo como um nódulo vermelho e brilhante, com crosta central que pode sangrar. O carcinoma espinocelular costuma manifestar-se por feridas espessas, descamativas, que não cicatrizam e podem sangrar, às vezes com aparência de verrugas.

Melanoma

Mais raro — cerca de 3% dos casos — e mais grave. Em geral surge como uma pinta em tons acastanhados ou escuros que muda de cor, forma ou tamanho e pode sangrar. As lesões aparecem com maior frequência no pescoço e rosto em ambos os sexos, nas pernas em mulheres e no tronco em homens.

Quando detectado precocemente, as chances de cura superam 90%.

Quando procurar um dermatologista

É importante inspecionar seu corpo com frequência. Procure um dermatologista se notar:

  • Lesões elevadas e brilhantes, translúcidas, avermelhadas ou multicoloridas com crosta central e sangramento fácil
  • Pintas pretas ou castanhas que mudam de cor, textura, tornam-se irregulares nas bordas ou crescem
  • Manchas ou feridas que não cicatrizam, que crescem, coçam, formam crostas, erosões ou sangram

A Regra do ABCDE é sugerida pelos dermatologistas para identificar sinais suspeitos. Nenhum exame caseiro substitui avaliação profissional; diagnóstico e indicação de tratamento devem ser feitos por médicos.

Como se proteger

A prevenção depende sobretudo da proteção solar. Recomendações práticas:

  • Use filtro solar diariamente com, no mínimo, FPS 30 e reaplique conforme necessidade.
  • Aplique o protetor pelo menos 15 minutos antes de sair ao sol.
  • Siga a regra da colher de chá para quantidade: uma colher para rosto, cabeça e pescoço; uma para cada braço/antebraço; duas para cada perna; uma para a parte da frente do torso; e uma para as costas.
  • Reaplique a cada 3 horas, reduzindo para a cada 2 horas em casos de transpiração excessiva, exposição prolongada ou após contato com água.
  • Ao aplicar repelente, passe primeiro o protetor e aguarde cerca de 15 minutos antes do repelente.
  • Use chapéu, roupas com proteção UV (FPS) e óculos escuros em momentos de exposição.
  • Crianças a partir de seis meses podem usar protetores específicos — consulte o pediatra.

Escolha do produto:

  • Pele oleosa ou com tendência à acne: fórmulas sem óleo ou em gel.
  • Quem sua muito deve evitar géis, que saem mais facilmente.
  • Protetores em spray devem ser espalhados com as mãos para melhorar absorção; são mais fluidos e saem com facilidade.
  • Em ambientes internos, use protetor; luzes artificiais e telas emitem radiação de efeito cumulativo.

Vitamina D e bronzeamento artificial

Segundo o material, 5 a 10 minutos diários de exposição ao sol — antes das 10h ou depois das 16h — são suficientes para estimular a produção de vitamina D. Ainda assim, a SBD não recomenda exposição intencional ao sol para esse fim; indicações apontam que 10 minutos de exposição ao ambiente externo seriam suficientes.

O uso de câmaras de bronzeamento artificial é proibido no Brasil desde 2009, porque emitem radiação UVA que aumenta o risco de câncer de pele, incluindo melanoma.

Conclusão

A prevenção é um cuidado diário e cumulativo: proteja a pele desde a infância, observe o próprio corpo com regularidade e procure avaliação médica ao notar sinais suspeitos para maximizar as chances de cura.

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