O Projeto de Lei que institui o Programa Escola Cívico-Militar em Sumaré foi aprovado na Câmara Municipal, com 16 votos a favor e 3 contra. A proposta é de autoria do Prefeito Henrique do Paraíso e gerou debates sobre os impactos desse modelo educacional.
O modelo de escolas cívico-militares no Brasil tem gerado intenso debate desde sua implementação. Introduzido como alternativa para melhorar a educação pública, especialmente em áreas com alta violência e vulnerabilidade social, o modelo é elogiado por alguns, mas também criticado por suas limitações.
Uma das características das escolas cívico-militares é a disciplina rigorosa, que busca criar um ambiente escolar controlado e seguro. A presença de militares na gestão tem contribuído para a redução de conflitos e aumento da ordem nas unidades, aspecto relevante em contextos de violência.
Essas escolas priorizam a formação do caráter, enfatizando valores como respeito, responsabilidade e trabalho em equipe. Para muitos, isso pode preparar melhor os alunos para a vida em sociedade. No entanto, críticas apontam para o risco de uma “militarização” excessiva do sistema educacional, reforçando uma visão autoritária que contraria a educação democrática.
O enfoque disciplinar pode restringir metodologias pedagógicas mais flexíveis, prejudicando o desenvolvimento do pensamento crítico e a criatividade dos alunos. A discussão sobre o futuro desse modelo educacional segue, com a necessidade de equilibrar disciplina e liberdade pedagógica.
A escolha das escolas que receberão o programa dependerá da aprovação da comunidade escolar por meio de consulta pública, além de considerar índices de vulnerabilidade social e rendimento escolar. Apesar da aprovação rápida e sem debate público, o projeto ainda precisa passar por diversas etapas que envolvem a comunidade escolar.