A Câmara de Monte Mor mantém em andamento a Comissão Processante nº 1/2025 que pode resultar na cassação do mandato da vereadora Wal da Farmácia (PSB).
Desde o início de 2025, representações por suspeitas de nepotismo, omissão diante de furto de patrimônio público, abuso de poder e outras irregularidades foram sucessivamente rejeitadas em plenário, muitas sem análise de mérito.
Entre as denúncias arquivadas estão:
- Josuel da Conceição — que admitiu saber quem furtou equipamentos do Castramóvel sem comunicar às autoridades.
- Clair Gomes — acusado de contratar parente.
- Beto da Saúde — presidente da Casa, alvo de outras representações.
Em sentido oposto, uma fala de Wal da Farmácia, em tom crítico durante sessão em que questionava a proximidade entre Câmara e Prefeitura, foi suficiente para desencadear a abertura da Comissão Processante.
“o Legislativo funcionaria como um ‘puxadinho da Prefeitura’.”
A vereadora reconheceu o excesso nos termos e se retratou publicamente em plenário, mas a declaração virou base para a instauração da Comissão Processante nº 1/2025. Após decisão judicial que derrubou liminar favorável à parlamentar, a Câmara retomou a CP com rapidez.
O processo é presidido por Roger Santos (PT), tem Milziane Menezes (MDB) como relatora e Clair Gomes (PSB) como membro, e pode resultar na perda do mandato da vereadora ao final dos trabalhos.
O texto aponta que Wal da Farmácia tem se posicionado contra projetos estratégicos da atual gestão, como a revogação da Tarifa Zero e a criação de novos cargos na Prefeitura, e que, em um Legislativo amplamente alinhado ao prefeito Murilo Rinaldo, a atuação independente da vereadora passou a incomodar.
No discurso oficial, a Câmara sustenta estar apenas cumprindo o rito legal; críticos registram, porém, alegações de padrão de blindagem para aliados e rigor extremo para opositores, além de aumento da desconfiança da população sobre o papel do Legislativo.
Fonte: Da redação.




