O vereador André Faganello voltou às redes sociais para divulgar novos vídeos da série “escândalo do concreto invisível”, ampliando denúncias sobre supostas irregularidades em obras de calçadas em Nova Odessa.
Depois do episódio envolvendo o bairro Marajoara, o parlamentar cita intervenções em frente a um prédio com fachada de 20 metros, na UBS 5 (Jardim Alvorada), em área próxima ao hospital e até em uma praça que, segundo ele, já existia antes da execução contratada.
Em um dos vídeos, Faganello questiona a compra de 42 metros de sarjeta para um prédio cuja fachada teria apenas 20 metros e onde, segundo ele, não há sarjeta instalada. O vereador afirma que a calçada, de aproximadamente 60 metros quadrados (20 m por 3 m), custou R$ 186 mil aos cofres públicos.
De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, teriam sido pagos 238 metros cúbicos de concreto, o equivalente a 48 caminhões.
Após requerimento protocolado em 23 de julho do ano passado, a Prefeitura teria instaurado sindicância interna. Segundo Faganello, a equipe técnica avaliou que a execução real da calçada corresponderia a cerca de 6 metros cúbicos de concreto, volume equivalente a um caminhão, com custo estimado em R$ 4.425. A diferença apontada ultrapassa R$ 180 mil.
“A diferença apontada ultrapassa R$ 180 mil.”
Outra situação citada envolve a calçada do estacionamento da UBS 5, no Jardim Alvorada. Conforme os números divulgados pelo vereador, foram pagos R$ 86.900 pela obra, com registro de aquisição de 117 metros cúbicos de concreto, cerca de 23 caminhões. A sindicância mencionada por ele, porém, teria identificado uso efetivo de apenas 11,25 metros cúbicos, equivalente a dois caminhões, estimando o custo real em R$ 7.858. A divergência, nesse caso, se aproxima de R$ 80 mil.
Em outro vídeo, Faganello aborda a obra em frente ao hospital. Segundo os pagamentos apontados, teriam sido adquiridos 240 metros cúbicos de concreto (48 caminhões), além de 255 metros de guia e 100 metros de piso tátil colorido. A sindicância citada pelo parlamentar teria constatado a utilização de apenas 12 metros cúbicos de concreto, execução de 65 metros de guia e inexistência de piso tátil no local. O valor pago foi de R$ 198.700, enquanto o custo estimado pela apuração interna seria de R$ 11.730.
O vereador também afirma que uma praça do município teria recebido pagamento de R$ 598 mil, embora, segundo ele, a própria sindicância da Prefeitura tenha concluído que nenhuma intervenção foi executada, uma vez que o espaço já existia.
As novas declarações se somam ao episódio do Marajoara, divulgado na semana passada, quando Faganello apresentou números que indicariam divergência superior a R$ 330 mil entre valores pagos e volumes aplicados em obras de calçada.
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Nova Odessa não havia se manifestado publicamente sobre os novos vídeos nem detalhado os critérios técnicos adotados nas medições das obras citadas. O Jornal Spasso Cidades mantém espaço aberto para posicionamento oficial da administração municipal.
As denúncias, agora distribuídas em diferentes pontos da cidade e acompanhadas de referências a sindicâncias internas, ampliam o debate sobre fiscalização de contratos, controle de medições e transparência na aplicação de recursos públicos em Nova Odessa.
Fonte: Da redação.




