sexta-feira, 27 março, 2026
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Ex-vereador de Sumaré, Sirineu Araújo, vira réu em júri popular por homicídio

A Justiça de Sumaré decidiu levar a júri popular o ex-vereador Sirineu de Araújo Santos, acusado de matar um homem a tiros e atropelá-lo em agosto de 2023.

A decisão considera que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, acolhendo a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

O caso ocorreu na noite de 19 de agosto, na Rua José Gomes de Oliveira. A vítima, identificada como Rafael Emídio, foi atingida por disparos de arma de fogo e, na sequência, atropelada por uma caminhonete.

Imagem do caso envolvendo o ex-vereador em Sumaré

Imagens do crime circularam à época e mostram a vítima ainda com vida, rastejando pela via após os tiros.

De acordo com laudo do Instituto Médico Legal, Rafael apresentava nove perfurações por arma de fogo, além de múltiplas fraturas, o que reforça a violência do episódio. A investigação também aponta a presença de sangue humano na parte inferior do veículo utilizado no crime.

Em depoimento à Polícia Civil, o ex-vereador admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que vinha sendo ameaçado pela vítima.

Depoimento à Polícia Civil

Segundo sua versão, o atropelamento teria ocorrido de forma não intencional, no momento em que o homem atravessou à frente do veículo após ser baleado.

A versão, no entanto, é contestada pelo Ministério Público, que sustenta que o atropelamento foi proposital, reforçando a tese de homicídio.

Depoimentos colhidos durante o inquérito também apresentam divergências, incluindo relatos de que a vítima não estaria armada e de que os disparos teriam ocorrido em mais de um momento.

Outro ponto levantado na investigação é que, após o crime, o acusado teria descartado o celular e a arma utilizada às margens da Rodovia Anhanguera.

O ex-vereador responde ao processo em liberdade, e a data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida.

O envio do caso ao júri popular transfere à sociedade a responsabilidade de decidir sobre a culpa ou inocência do réu, em um processo que chama atenção não apenas pela gravidade, mas também pelo envolvimento de um ex-agente público em um crime de grande repercussão na cidade.

Fonte: Da redação.

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