Com as eleições estaduais de 2026 se aproximando, a corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) começa a ganhar forma em Sumaré e nas cidades do entorno. Embora muitas candidaturas ainda dependam de decisões partidárias e articulações de bastidores, já é possível identificar nomes que podem entrar na disputa ou que são apontados como possíveis candidatos.
Atualmente, Sumaré conta com um representante direto no parlamento paulista: o deputado estadual Dirceu Dalben (Cidadania). Ex-prefeito da cidade, ele deve buscar a reeleição. O parlamentar chega ao próximo pleito carregando o desgaste político das últimas eleições municipais, quando seu grupo sofreu derrotas importantes, incluindo a de seu cunhado, Éder Dalben, na disputa pela Prefeitura de Sumaré e a tentativa frustrada do próprio Dirceu de se eleger prefeito em Paulínia. Seu principal desafio será manter a base eleitoral diante da possível dispersão de votos entre novos candidatos regionais.
Entre os nomes ligados ao atual governo municipal de Sumaré, o ex-chefe de gabinete da Prefeitura, João Cleto (União Brasil), surge como possível aposta. Conhecido pela habilidade nas articulações políticas e com trânsito também em Americana, Cleto teria como trunfo o bom relacionamento nos bastidores. O desafio, no entanto, seria converter essa articulação política em reconhecimento junto ao eleitorado. Outro nome frequentemente citado é o de Virginelli, atual chefe de gabinete do prefeito Henrique do Paraíso. Ex-secretário de Saúde em diferentes administrações municipais, Virginelli é figura conhecida na cidade, mas enfrenta o desafio de transformar visibilidade administrativa em capital eleitoral. Também dentro do grupo governista, o vice-prefeito André da Farmácia (MDB) chegou a ser apontado como um dos nomes mais fortes para disputar a vaga estadual. Desdobramentos jurídicos envolvendo seu pai, o vereador Wellington da Farmácia, criaram um obstáculo político que pode impactar seus planos, mas sua eventual candidatura não está descartada e ele continua sendo um nome conhecido entre os eleitores da cidade.
No campo legislativo municipal, o vereador mais votado da cidade, Alan Leal (PRD), também é citado como possível candidato. A estratégia poderia envolver uma dobradinha com o deputado federal Delegado Bruno Lima, conhecido por sua atuação em defesa da causa animal. A viabilidade eleitoral de Alan, porém, dependerá de sua capacidade de ampliar votos fora de Sumaré, já que ainda é pouco conhecido em outras cidades da região. Outro nome que já foi ventilado é o do presidente da Câmara Municipal, Hélio Silva (Cidadania). No entanto, avaliações políticas indicam que o desempenho recente da Câmara e de sua base aliada pode ter reduzido o entusiasmo em torno de uma candidatura estadual. Entre os nomes tradicionais da política local, Décio Marmirolli (União Brasil) também deve disputar novamente uma vaga na Alesp. Com trajetória conhecida na cidade, ele conta com reconhecimento local, mas enfrenta o desafio recorrente de expandir sua votação para além das fronteiras de Sumaré. Pelo campo progressista, o ex-candidato a prefeito Willian Souza (PT) aparece como possível candidato. Dentro do partido, sua candidatura é considerada provável, mas analistas políticos apontam que ele terá uma disputa difícil pelos votos da esquerda na região, especialmente com a presença da atual deputada estadual Ana Perugini (PT). Ana é um dos nomes mais consolidados politicamente no entorno de Sumaré e deve buscar a reeleição, contando com forte capital político acumulado ao longo de sua trajetória.
Na região, outros nomes também podem entrar na disputa. O ex-prefeito de Paulínia Du Cazellato (PL) é apontado como candidato praticamente certo. Sua gestão bem avaliada na cidade pode servir como base eleitoral, mas ele também precisará ampliar votos fora do município para viabilizar a eleição. Em Nova Odessa, duas possíveis candidaturas aparecem mais como movimentos estratégicos de fortalecimento político. A ex-primeira-dama Andréa Souza (PL), ligada ao ex-prefeito Bill Vieira de Souza, pode disputar o cargo estadual como forma de medir a força eleitoral do grupo. Situação semelhante ocorre com a vereadora Márcia Rebeschini (União Brasil), que também poderia usar a disputa estadual como etapa de projeção para futuras eleições municipais.
Com múltiplos nomes ventilados e articulações ainda em curso, o cenário eleitoral para deputado estadual na região de Sumaré permanece aberto. A definição final das candidaturas dependerá das estratégias partidárias, das alianças regionais e, principalmente, da capacidade de cada nome em ampliar sua base de votos para além dos limites de suas cidades.
Fonte: Da redação.




