segunda-feira, 9 março, 2026
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MÊS DAS MULHERES 2026

Iniciamos o mês de março, tradicionalmente dedicado às mulheres — mas a realidade exige mais do que flores e discursos.

A face real do mês

Enquanto se distribuem rosas e bombons, os números da violência aumentam. Segundo dados nacionais, quatro mulheres morrem todos os dias vítimas de violência. Isso significa que, a cada seis horas, uma mulher é assassinada simplesmente por ser mulher.

A violência não é apenas física: atinge também a esfera psicológica, social e institucional.

Violência política

Mulheres são atacadas, descredibilizadas e pressionadas quando não aceitam ser manipuladas ou silenciadas. Essa forma de violência destrói reputações, afeta o psicológico e tenta afastar mulheres dos espaços de poder e decisão.

Responsabilização e exemplos

Precisamos falar sobre responsabilização. A Itália recentemente aprovou legislação que prevê prisão perpétua para quem comete feminicídio, reforçando que crimes dessa natureza devem receber punição máxima. É um exemplo de um país tratando o feminicídio com a gravidade que ele exige.

Feminicídio é covardia. É violência desigual. É a eliminação de uma mulher por simplesmente ser mulher.

O que se exige

Março não pode ser apenas um mês de flores e discursos. Deve ser um mês de ação concreta, de proteção real e de compromisso com a vida.

  • Segurança efetiva para mulheres
  • Justiça e aplicação rigorosa das leis
  • Leis mais rígidas e monitoramento de sua execução
  • Responsabilização de agressores e de quem silencia

Não queremos apenas bombons. Queremos proteção, medidas concretas e responsabilização.

Ser mulher é resistência. Ser mulher é coragem. Ser mulher é denunciar injustiças e enfrentar irregularidades.

Hayde Marinho

Respeito não se entrega em um buquê. Respeito se garante com proteção e justiça.

Hayde Marinho - esposa, mãe e mulher de posicionamento firme, defensora dos direitos e da justiça social
Hayde Marinho – esposa, mãe e mulher de posicionamento firme, defensora dos direitos e da justiça social

Fonte: Hayde Marinho.

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