Paulo Moranza, ex-prefeito de Sumaré e atualmente empresário, publicou um forte texto crítico contra a contratação de José Luiz Datena pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), classificando-a como um “escândalo”.
Crítica ao formato e à justificativa
Moranza questiona a ideia de que a presença de Datena na EBC serviria para “dialogar com o povo”, citando em especial as classes C, D e E. Para ele, o apresentador é símbolo do jornalismo sensacionalista: “Datena construiu carreira no jornalismo policialesco, no confronto, no discurso emocional e, muitas vezes, irresponsável.”
“Esse modelo pode até gerar ibope na TV comercial. Mas não serve à comunicação pública. Nunca serviu.”
Segundo Moranza, a EBC deveria priorizar “pluralidade, profundidade, educação midiática, diversidade regional, debate qualificado” em vez de importar “o pior vício da TV comercial”.
Custo e prioridades internas
O autor também destaca o aspecto financeiro da contratação, afirmando que a decisão foi tomada com “voto de minerva do presidente da estatal, André Basbaum”, para pagar mais de R$ 1,2 milhão por ano a um apresentador que, segundo ele, representa o sensacionalismo.
Moranza aponta a contradição entre esse gasto e as necessidades internas da empresa: “Enquanto profissionais da própria EBC lutam por valorização, estrutura e espaço editorial, escolhe-se pagar caro por um nome famoso, externo, politicamente barulhento. É um tapa na cara de quem sustenta a comunicação pública por dentro.”
Ele classifica a medida como “conveniência” e “populismo midiático com dinheiro público”, criticando o uso do imposto para financiar um formato que não corresponderia ao papel público da emissora.
Posicionamento final
Moranza conclui rejeitando a transformação da TV pública em um palanque e a apresentação do sensacionalismo como “aproximação com o povo”.
“Não aceito que usem meu imposto para financiar espetáculo barato travestido de jornalismo.”
Em tom de desabafo, encerra seu texto com a exclamação: “Que Deus salve esta nação!!!”

Fonte: Paulo Moranza – Ex-prefeito de Sumaré e atualmente empresário.




