O vereador André Faganello (Nova Odessa) divulgou nesta semana o segundo capítulo da série “escândalo do concreto invisível”, aprofundando acusações sobre supostas irregularidades na execução de calçadas no bairro Marajoara, em frente ao Residencial Terra Brasil.
De acordo com o parlamentar, a obra teria custado mais de R$412 mil, mas a execução real teria sido estimada em apenas R$86 mil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Faganello relata que questionou oficialmente a Prefeitura pela primeira vez em 29 de maio do ano passado sobre os valores gastos na calçada. Em resposta, foi informado que a obra estaria vinculada a uma ata de registro de preços, o que, segundo a administração, impediria a identificação específica dos custos.
O vereador afirma que reiterou o pedido em 7 de agosto, quando a Prefeitura teria informado que não havia registro da obra nos sistemas e que, caso algum serviço tivesse sido executado no local, não teria sido pago pelo poder público.
Segundo o levantamento apresentado por Faganello, a Prefeitura teria pago R$421 mil pela obra. A própria administração, conforme o vereador, abriu uma sindicância interna na qual técnicos teriam constatado um desvio superior a R$330 mil.
- Foram adquiridos 320 metros cúbicos de concreto — o equivalente a 64 caminhões.
- A vistoria técnica teria identificado uso de apenas 107 metros cúbicos — cerca de 22 caminhões, deixando uma diferença de 42 caminhões não aplicados.
- Constam ainda pagamentos por 2.480 metros de sarjeta que, segundo o vereador, não teriam sido substituídos (a estrutura existente seria original do bairro).
- Também aparecem no pagamento 12 rampas de acessibilidade e 12 metros de piso tátil — itens que, conforme Faganello, não existem na praça.
“O próprio relatório da Prefeitura diz que essa obra custou R$86 mil. Mas foi pago mais de R$421 mil. A pergunta é simples: onde foram parar esses R$330 mil?”
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Nova Odessa não havia se manifestado sobre o conteúdo do segundo vídeo, nem sobre os números apresentados pelo vereador ou o suposto resultado da sindicância interna mencionada.
As denúncias, detalhadas com valores, medições e referências a documentos internos, elevam o grau de gravidade do caso e podem pressionar órgãos de controle externo, como o Ministério Público, a analisar o material apresentado. A série promete novos episódios.
Fonte: Da redação.




