sexta-feira, 30 janeiro, 2026
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Adeus ao turismo de massa: como viajar com mais significado em 2026

O jeito de viajar está mudando: em vez de roteiros engessados, o viajante contemporâneo busca significado, tempo de qualidade e experiências imersivas.

O viajante contemporâneo busca significado, tempo de qualidade e conexões reais com os lugares visitados.

Aline Poletti Tiano, especialista em turismo

Noctourism

O que é: experiências turísticas noturnas que revelam uma outra face do destino — mercados noturnos, observação de estrelas, trilhas à luz da lua e tours guiados após o pôr do sol.

Experiências sugeridas:

  • Passeios em mercados noturnos conduzidos por guias locais.
  • Sessões de observação de estrelas em áreas com baixa poluição luminosa.
  • Trilhas guiadas com lanternas e narrativa sobre histórias e fauna noturna.

Destinos indicados: vilarejos rurais, parques nacionais com programas noturnos e cidades com vida noturna artesanal.

Dicas práticas:

  • Confirme horários e condições de segurança dos percursos noturnos.
  • Leve lanterna de cabeça, roupa térmica e uma muda de roupa seca.
  • Prefira guias locais certificados que conheçam rotas e comportamento da fauna.

Calmcations

O que é: viagens pensadas para desacelerar — retiros de bem-estar, detox digital, águas termais, spas e programas de autocuidado como yoga e meditação.

Experiências sugeridas:

  • Retiros com programação diária de práticas meditativas.
  • Hospedagens com acesso a fontes termais e terapias naturais.
  • Programas que combinam alimentação saudável com oficinas práticas (culinária local, jardinagem).

Destinos indicados: regiões de montanha e campo com infraestrutura de bem‑estar, estâncias termais e pequenas propriedades rurais adaptadas como retiros.

Dicas práticas:

  • Desligue notificações antes da viagem e defina limites digitais.
  • Escolha programas com horários flexíveis e atividades opcionais.
  • Verifique a oferta real de profissionais (instrutores de yoga, terapeutas locais) e políticas sobre uso de eletrônicos.

Anti-luxury

O que é: reinterpretar o luxo como autenticidade e exclusividade experiencial, sem ostentação — foco em contato verdadeiro com culturas locais e lugares fora dos circuitos tradicionais.

Experiências sugeridas:

  • Hospedagem em casas tradicionais reformadas com conforto moderno.
  • Jantares em casas de famílias locais e convivência cultural.
  • Oficinas artesanais com mestres da região.

Destinos indicados: povoados tradicionais, rotas rurais pouco exploradas e enclaves culturais genuínos.

Dicas práticas:

  • Busque operadores que priorizem parcerias com comunidades locais.
  • Prefira acomodações de pequeno porte com práticas claras de hospitalidade responsável.

Turismo sustentável e regenerativo

O que é: viagens que reduzem impactos ambientais e deixam legado positivo — ecoturismo, projetos de conservação e iniciativas que fortalecem a economia local.

Experiências sugeridas:

  • Visitas a projetos de restauração ambiental com possibilidade de participação prática.
  • Hospedagem em estruturas que usam energia limpa e gestão adequada de resíduos.
  • Tours educacionais sobre biodiversidade e práticas regenerativas.

Destinos indicados: áreas naturais com programas de conservação, reservas comunitárias e roteiros que incluem operações regenerativas.

Dicas práticas:

  • Pergunte sobre a política ambiental de hospedagens e operadores.
  • Prefira empresas que expliquem como parte da receita retorna à comunidade.
  • Evite atividades que perturbem fauna e flora locais.

Viagem solo feminina

O que é: o aumento de mulheres viajando sozinhas tem impulsionado roteiros, serviços e produtos voltados a esse público.

Experiências sugeridas:

  • Grupos pequenos e roteiros exclusivos para mulheres.
  • Acomodações com quartos privativos e políticas claras de segurança.
  • Programas que combinam autonomia com suporte local (suporte 24h, contatos de referência).

Destinos indicados: cidades e regiões com infraestrutura turística segura e oferta de experiências femininas dedicadas (workshops, encontros culturais, rotas guiadas).

Dicas práticas:

  • Escolha operadores com boa reputação em segurança para viajantes solo.
  • Informe-se sobre rotas seguras, melhores horários e contatos locais.
  • Considere seguros de viagem que incluam suporte local e assistência 24h.

O que está ficando de lado

Destinos superlotados e roteiros superficiais perdem espaço. Movimentos como slow travel e silent travel valorizam tempo, imersão e troca cultural.

A ideia é viajar para sentir o lugar, compreender práticas locais e criar vínculos reais — e não apenas riscar pontos em um roteiro.

Como montar uma viagem na prática

  • Defina o propósito: descanso, aprendizado cultural, conexão com a natureza ou autocuidado — isso orienta alojamento, ritmo e atividades.
  • Prefira operadores locais de pequeno porte: maior chance de experiências autênticas e impacto econômico positivo na comunidade.
  • Planeje ritmo e logística: menos destinos com mais tempo em cada lugar permitem maior imersão.
  • Avalie credenciais: guias e retiros com profissionais qualificados e políticas claras de sustentabilidade.
  • Embalagem consciente: leve itens reutilizáveis, kit básico de primeiros socorros e roupas adequadas para atividades noturnas e de bem‑estar.

Sugestões de fotos para ilustrar as tendências

  • Noctourism: mercado noturno iluminado, observadores do céu com telescópios ou trilha noturna.
  • Calmcations: spa com águas termais, aula de yoga ao amanhecer, meditação ao ar livre.
  • Anti-luxury: hospedagem em casa tradicional com jantar local, oficina artesanal.
  • Turismo sustentável: voluntários em ações de restauração, hospedagem com painéis solares e manejo de resíduos.
  • Viagem solo feminina: mulher viajando sozinha explorando uma cidade ou em atividade ao ar livre.

Legenda da foto: Cada vez mais mulheres optam por explorar o mundo sozinhas, impulsionando a criação de roteiros personalizados, experiências seguras e serviços pensados para esse público.

Fonte: Divulgação

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