O jeito de viajar está mudando: em vez de roteiros engessados, o viajante contemporâneo busca significado, tempo de qualidade e experiências imersivas.
O viajante contemporâneo busca significado, tempo de qualidade e conexões reais com os lugares visitados.
Noctourism
O que é: experiências turísticas noturnas que revelam uma outra face do destino — mercados noturnos, observação de estrelas, trilhas à luz da lua e tours guiados após o pôr do sol.
Experiências sugeridas:
- Passeios em mercados noturnos conduzidos por guias locais.
- Sessões de observação de estrelas em áreas com baixa poluição luminosa.
- Trilhas guiadas com lanternas e narrativa sobre histórias e fauna noturna.
Destinos indicados: vilarejos rurais, parques nacionais com programas noturnos e cidades com vida noturna artesanal.
Dicas práticas:
- Confirme horários e condições de segurança dos percursos noturnos.
- Leve lanterna de cabeça, roupa térmica e uma muda de roupa seca.
- Prefira guias locais certificados que conheçam rotas e comportamento da fauna.
Calmcations
O que é: viagens pensadas para desacelerar — retiros de bem-estar, detox digital, águas termais, spas e programas de autocuidado como yoga e meditação.
Experiências sugeridas:
- Retiros com programação diária de práticas meditativas.
- Hospedagens com acesso a fontes termais e terapias naturais.
- Programas que combinam alimentação saudável com oficinas práticas (culinária local, jardinagem).
Destinos indicados: regiões de montanha e campo com infraestrutura de bem‑estar, estâncias termais e pequenas propriedades rurais adaptadas como retiros.
Dicas práticas:
- Desligue notificações antes da viagem e defina limites digitais.
- Escolha programas com horários flexíveis e atividades opcionais.
- Verifique a oferta real de profissionais (instrutores de yoga, terapeutas locais) e políticas sobre uso de eletrônicos.
Anti-luxury
O que é: reinterpretar o luxo como autenticidade e exclusividade experiencial, sem ostentação — foco em contato verdadeiro com culturas locais e lugares fora dos circuitos tradicionais.
Experiências sugeridas:
- Hospedagem em casas tradicionais reformadas com conforto moderno.
- Jantares em casas de famílias locais e convivência cultural.
- Oficinas artesanais com mestres da região.
Destinos indicados: povoados tradicionais, rotas rurais pouco exploradas e enclaves culturais genuínos.
Dicas práticas:
- Busque operadores que priorizem parcerias com comunidades locais.
- Prefira acomodações de pequeno porte com práticas claras de hospitalidade responsável.
Turismo sustentável e regenerativo
O que é: viagens que reduzem impactos ambientais e deixam legado positivo — ecoturismo, projetos de conservação e iniciativas que fortalecem a economia local.
Experiências sugeridas:
- Visitas a projetos de restauração ambiental com possibilidade de participação prática.
- Hospedagem em estruturas que usam energia limpa e gestão adequada de resíduos.
- Tours educacionais sobre biodiversidade e práticas regenerativas.
Destinos indicados: áreas naturais com programas de conservação, reservas comunitárias e roteiros que incluem operações regenerativas.
Dicas práticas:
- Pergunte sobre a política ambiental de hospedagens e operadores.
- Prefira empresas que expliquem como parte da receita retorna à comunidade.
- Evite atividades que perturbem fauna e flora locais.
Viagem solo feminina
O que é: o aumento de mulheres viajando sozinhas tem impulsionado roteiros, serviços e produtos voltados a esse público.
Experiências sugeridas:
- Grupos pequenos e roteiros exclusivos para mulheres.
- Acomodações com quartos privativos e políticas claras de segurança.
- Programas que combinam autonomia com suporte local (suporte 24h, contatos de referência).
Destinos indicados: cidades e regiões com infraestrutura turística segura e oferta de experiências femininas dedicadas (workshops, encontros culturais, rotas guiadas).
Dicas práticas:
- Escolha operadores com boa reputação em segurança para viajantes solo.
- Informe-se sobre rotas seguras, melhores horários e contatos locais.
- Considere seguros de viagem que incluam suporte local e assistência 24h.
O que está ficando de lado
Destinos superlotados e roteiros superficiais perdem espaço. Movimentos como slow travel e silent travel valorizam tempo, imersão e troca cultural.
A ideia é viajar para sentir o lugar, compreender práticas locais e criar vínculos reais — e não apenas riscar pontos em um roteiro.
Como montar uma viagem na prática
- Defina o propósito: descanso, aprendizado cultural, conexão com a natureza ou autocuidado — isso orienta alojamento, ritmo e atividades.
- Prefira operadores locais de pequeno porte: maior chance de experiências autênticas e impacto econômico positivo na comunidade.
- Planeje ritmo e logística: menos destinos com mais tempo em cada lugar permitem maior imersão.
- Avalie credenciais: guias e retiros com profissionais qualificados e políticas claras de sustentabilidade.
- Embalagem consciente: leve itens reutilizáveis, kit básico de primeiros socorros e roupas adequadas para atividades noturnas e de bem‑estar.
Sugestões de fotos para ilustrar as tendências
- Noctourism: mercado noturno iluminado, observadores do céu com telescópios ou trilha noturna.
- Calmcations: spa com águas termais, aula de yoga ao amanhecer, meditação ao ar livre.
- Anti-luxury: hospedagem em casa tradicional com jantar local, oficina artesanal.
- Turismo sustentável: voluntários em ações de restauração, hospedagem com painéis solares e manejo de resíduos.
- Viagem solo feminina: mulher viajando sozinha explorando uma cidade ou em atividade ao ar livre.
Legenda da foto: Cada vez mais mulheres optam por explorar o mundo sozinhas, impulsionando a criação de roteiros personalizados, experiências seguras e serviços pensados para esse público.




