A liberdade de expressão não vem sem consequências, mas em alguns casos há exceções. Quando um deputado vai à tribuna clamar pela morte do presidente da república, isso chama-se liberdade de expressão. Quando alguém de Brasília incita ódio contra minorias, isso é chamado de liberdade de expressão. Quando um “bam bam bam” do Planalto Central ameaça uma mulher com estupro, isso é chamado de liberdade de expressão. Agora, quando uma vereadora denuncia a clara e óbvia ligação da Câmara de Monte Mor com o atual prefeito Murilo Rinaldo, isso é chamado de quebra de decoro. Por essa quebra de decoro, Monte Mor pode cassar Wal da Farmácia apenas por constatar uma verdade: a Câmara segue alinhada ao atual prefeito. A cidade que votou pela mudança, mesmo elegendo o filho de um proeminente ex-político da cidade, vê seu município envolto nos mesmos vícios de seus antecessores.




