Hortolândia é a única cidade da Região Metropolitana de Campinas que ainda adota a cesta básica como auxílio-alimentação aos servidores, enquanto municípios vizinhos migraram para o pagamento em dinheiro por meio de cartão-alimentação.
Modelo e funcionamento
Em Hortolândia, o servidor recebe mensalmente uma cesta com alimentos e produtos de consumo definidos pela administração municipal. O benefício é padronizado e sofre desconto em folha, cujo valor varia conforme a faixa salarial.
Na prática, o trabalhador não escolhe marcas, quantidades nem onde comprar e ainda arca com parte do custo do benefício. Esse formato remete a políticas adotadas décadas atrás e tem baixa aderência à realidade atual do funcionalismo.
O modelo adotado pelos vizinhos
O cenário difere em cidades como Nova Odessa, Sumaré e Monte Mor, onde o auxílio-alimentação é pago em dinheiro, creditado em cartão.
O valor depositado varia, sendo comumente de R$ 600,00 e podendo ultrapassar R$ 1.000,00, dependendo do município e da situação funcional.
Além da liberdade de escolha, o cartão permite que o servidor compre onde preferir e adapte o gasto às necessidades da sua família.
Impactos para servidores e comércio local
O modelo de vale-alimentação traz benefícios tanto para o trabalhador quanto para a economia local. Entre as vantagens mais citadas estão:
- Maior autonomia para o servidor na escolha de alimentos e marcas.
- Previsibilidade financeira, facilitando o planejamento mensal.
- Fortalecimento do comércio local, com circulação de recursos em estabelecimentos variados.
Já a cesta básica concentra compras em fornecedores específicos, limita o consumo e reduz o efeito multiplicador do benefício na economia municipal.
Debate sobre valorização do servidor
O isolamento de Hortolândia nesse modelo alimenta o debate sobre valorização do servidor e atualização das políticas públicas. Enquanto municípios da região evoluem para formatos mais flexíveis, a manutenção da cesta sinaliza uma opção administrativa contrária a essa tendência.
Mais do que operacional, a escolha entre cesta e vale-alimentação reflete visões distintas de gestão pública: confiança na autonomia do servidor versus um modelo centralizado e controlado do benefício.
Fonte: Da redação.




