Olhar o teto branco no começo do ano às vezes abre espaço para desejos e planos — e também para lembrar que cuidar da saúde é uma ação prática. Janeiro reúne campanhas que incentivam prevenção, acolhimento e informação.
Janeiro Branco — saúde mental
O Janeiro Branco, criado em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão, convida a sociedade a falar sobre saúde mental no início do ano.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil registra índices elevados de ansiedade e cerca de 12 milhões de pessoas com depressão. Isso reforça a necessidade de transformar reflexões em cultura de cuidado.
Como agir: fale sobre como se sente com amigos ou familiares; busque informação sobre atendimento profissional; e priorize pequenas rotinas de bem‑estár no dia a dia. A proposta é reduzir o isolamento e normalizar a busca por apoio.
Verde‑piscina — prevenção do câncer do colo do útero
O tom verde‑piscina chama atenção para a prevenção do câncer do colo do útero, que é o terceiro tumor mais frequente entre mulheres no Brasil e a quarta causa de morte feminina, com cerca de 5.000 óbitos anuais.
O HPV é a principal causa. O uso de preservativo reduz o risco, e exames de rotina — Papanicolau, colposcopia e, quando indicado, biópsia — rastreiam lesões iniciais. As taxas de cura são altas quando a doença é detectada precocemente.
A vacinação contra o HPV, disponível na rede pública para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos ( duas doses), é a medida mais eficaz de prevenção; adultos também podem se vacinar em clínicas particulares.
A falta de informação é apontada como principal motivo da baixa cobertura. Procure o posto de saúde para orientações sobre vacinação e agendamento de exames de rastreamento.
Janeiro Roxo — hanseníase e redução do estigma
O Janeiro Roxo alerta para a hanseníase. No último domingo de janeiro celebra‑se o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase; durante o mês ocorrem campanhas sobre sinais e sintomas, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e combate ao estigma.
A hanseníase transmite‑se por gotículas de tosse ou espirro após convívio prolongado com pessoa não tratada. O SUS oferece diagnóstico, tratamento e acompanhamento em unidades básicas e centros de referência.
A mensagem central é: informar‑se, diagnosticar cedo e tratar sem julgar — o estigma atrapalha o acesso à saúde.
O que você pode fazer agora
- Converse: leve o tema da saúde mental para grupos e família; aceitar ouvir já é um primeiro passo.
- Previna: mantenha os exames de rotina em dia e verifique a situação da vacinação contra HPV na sua unidade de saúde.
- Informe‑se sem alarmismo: busque esclarecimentos em postos de saúde e com profissionais qualificados.
- Combata o estigma: trate quem procura ajuda com empatia e encoraje o acesso ao tratamento.
As campanhas de janeiro unidas por cor lembram que prevenção e atenção fazem parte do bem‑estar coletivo — e que pequenas ações individuais ajudam a transformar números em vidas melhores. Instituto Positiva Social e a Direção do Complexo Estadual de Saúde da Penha apoiam as iniciativas de conscientização.




