segunda-feira, 2 março, 2026
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Cinetose em cães e gatos: como reduzir enjoo e estresse durante viagens

Com preparo é possível reduzir náuseas e estresse de cães e gatos causados pela cinetose durante viagens de carro, barco ou avião.

A cinetose — conhecida como enjoo de movimento — provoca sintomas como náuseas, vômitos, salivação excessiva, palidez, tontura e ansiedade e surge quando estímulos de movimento geram sinais conflitantes ao cérebro.

“A cinetose é uma resposta fisiológica normal do organismo a estímulos de movimento que geram informações conflitantes ao cérebro”

Vanessa Genari, médica-veterinária, Hospital Veterinário Taquaral

O estresse emocional pode agravar o problema: muitos animais passam a associar o carro a experiências negativas, como idas ao veterinário, e essa tensão intensifica o mal-estar. Vanessa Genari destaca que o componente psicológico tem peso importante, especialmente em animais mais ansiosos.

A condição é mais comum em cães do que em gatos, e os filhotes são os mais afetados porque o sistema vestibular — responsável pelo equilíbrio — ainda está em desenvolvimento. Com o tempo, o organismo tende a se adaptar ao movimento e muitos cães deixam de apresentar enjoo por volta de um ano de idade. Algumas raças, como boxer, border collie e dachshund, podem ter maior predisposição; há, contudo, animais que mantêm cinetose ao longo da vida e exigem manejo contínuo.

Como reduzir o risco durante viagens

Algumas medidas simples fazem diferença e podem tornar as viagens de férias mais tranquilas:

  • Evitar alimentar o animal cerca de quatro horas antes do trajeto.
  • Manter o carro bem ventilado.
  • Dirigir de forma suave, sem curvas bruscas ou freadas intensas.
  • Transportar o pet de maneira segura, com cinto apropriado ou em caixa de transporte; o banco traseiro, voltado para frente e com menor estímulo visual externo, é o local mais indicado.
  • Fazer adaptação gradual ao carro com passeios curtos associados a experiências positivas e uso de brinquedos ou objetos familiares.

Vanessa orienta que a dessensibilização é uma grande aliada, principalmente nos animais jovens. O trabalho gradual e positivo ajuda a reduzir a ansiedade e, consequentemente, os episódios de cinetose.

Quando considerar medicação

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicação. Existem medicamentos veterinários específicos para cinetose, como antieméticos, e, quando indicado, fármacos para controle da ansiedade. A prescrição e escolha do medicamento devem ser sempre feitas por um médico-veterinário, respeitando o perfil de cada animal.

Com planejamento, cuidados básicos e atenção aos sinais do pet, as viagens podem ser mais confortáveis para todos. Vanessa Genari reforça a importância de observar o animal, respeitar seus limites e buscar orientação profissional sempre que houver dúvidas.

Serviço

Fonte: AMZ Comunicação

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