O Hospital Estadual de Sumaré (HES) Dr. Leandro Franceschini foi incluído em levantamento inédito que reuniu os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, sendo a única unidade da Região do Polo Têxtil a figurar na lista.
O levantamento resultou de uma parceria entre:
- Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross)
- Opas/OMS
- Instituto Ética Saúde
- Conass
- Conasems
A avaliação considerou exclusivamente hospitais 100% SUS, com critérios técnicos como eficiência assistencial, indicadores de mortalidade, ocupação de leitos, tempo de internação, acreditações, compliance e satisfação dos pacientes. Não houve ranking; a inclusão foi tratada como atestado de excelência.
Em funcionamento havia 25 anos, o HES atendia Sumaré, Americana, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste, e acumulava mais de 1,3 milhão de atendimentos ambulatoriais, 418 mil consultas de urgência, 207 mil cirurgias e quase 59 mil partos.
Ao longo de sua história, recebeu mais de 3 mil estudantes de medicina da Unicamp. A gestão estava a cargo da Unicamp, por meio da Funcamp, e o hospital já havia obtido o nível máximo de acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), além de certificações internacionais; em 2022 fora eleito o melhor hospital público do país em outro ranking nacional.
“Privatizar um hospital desse porte significaria colocar em risco um serviço que funciona, atende bem e salva vidas diariamente.”
Em 2024, o governador Tarcísio de Freitas tentou incluir o Hospital Estadual de Sumaré na sua agenda de privatizações; setores da política, profissionais da saúde, movimentos sociais, universidades e a população se mobilizaram contra a proposta e o governo recuou.
O caso foi citado como exemplo de que, segundo seus apoiadores, gestão qualificada, controle social e vínculo com a universidade pública contribuíram para a manutenção de um serviço de alta complexidade e reconhecimento nacional. A próxima etapa do levantamento definiria os dez hospitais públicos de maior destaque no país, com anúncio previsto para maio.
Independentemente do resultado final, o episódio reforçou a discussão sobre investimento, gestão e fortalecimento do SUS.
Fonte: Da redação




