Acordar cansado com frequência pode indicar disfunção celular e merece investigação, alerta o médico Dr. Adriano Faustino.
O que acontece no nível celular
Para o Dr. Adriano, as mitocôndrias — organelas responsáveis pela produção de ATP, a “moeda energética” do corpo — têm papel central. Quando estão sobrecarregadas, inflamadas ou disfuncionais, a pessoa pode dormir e ainda assim acordar sem energia.
Esse comprometimento mitocondrial pode decorrer de vários fatores, entre eles:
- Estresse oxidativo;
- Má alimentação (especialmente dietas ricas em ultraprocessados);
- Sedentarismo;
- Falta de sono reparador e excesso de estímulo noturno.
“Você precisa ensinar seu corpo quando é hora de descansar e quando é hora de produzir. A rotina é a linguagem que o organismo entende.”
Hábitos que sabotam a disposição matinal
Além das causas celulares, o estilo de vida costuma agravar a desregulação energética. Exemplos comuns:
- Dormir com televisão ou celular ligados;
- Comer tarde da noite, sobretudo alimentos ultraprocessados;
- Variação constante dos horários de sono (jet lag social);
- Falta de exposição à luz natural durante o dia.
Esses hábitos prejudicam a qualidade do sono e, por consequência, a sensação de energia ao despertar.
Quando a fadiga indica algo mais sério
Algumas condições clínicas alteram a arquitetura do sono e a eficiência energética do corpo, como:
- Apneia do sono com pausas respiratórias;
- Inflamações celulares persistentes;
- Déficit de vitaminas e minerais essenciais à função mitocondrial — por exemplo, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B;
- Desequilíbrios hormonais (ex.: cortisol elevado à noite).
“O corpo está tentando dizer algo. A exaustão crônica logo ao despertar é um sintoma que não pode ser ignorado.”
Alguns sinais pedem avaliação médica imediata: dores de cabeça matinais; irritabilidade; lapsos de memória; dificuldade de concentração; sensação de sono não reparador; e fadiga persistente ao longo do dia.
Como recuperar a energia
Para restaurar o funcionamento mitocondrial e a vitalidade, o especialista recomenda uma abordagem combinada:
- Estabelecer sono regular e profundo — mínimo de 7h30 de qualidade;
- Reduzir a inflamação com alimentação anti-inflamatória;
- Praticar exercícios leves e consistentes;
- Expor-se à luz solar nas primeiras horas do dia;
- Considerar suporte nutricional focado na saúde celular, com orientação profissional.
Tratar a fadiga apenas com café ou estimulantes é paliativo: a luz pode até piscar, mas o problema de base permanece.
Procure um médico para avaliação antes de iniciar qualquer suplementação.
Serviço
Site: https://www.institutofaustino.com.br/
Redes sociais: @dr.adrianofaustino e @institutofaustino
Fonte: CM PRESS Produções Artísticas




