sábado, 21 março, 2026
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Bronzeamento em câmaras UV aumenta 75% risco de melanoma

O risco de melanoma aumentou 75% entre pessoas que usavam regularmente câmaras de bronzeamento artificial; os aparelhos são proibidos pela Anvisa desde 2009 e, em abril de 2025, a agência proibiu também a fabricação no país das lâmpadas usadas nesses equipamentos.

A radiação ultravioleta (UV) das câmaras foi classificada como cancerígena pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC/OMS) em 2009 (Grupo 1). Além do aumento do risco de câncer, o bronzeamento artificial acelera o envelhecimento da pele, provoca manchas e pode causar lesões oculares, segundo especialistas.

A Anvisa reafirmou que atos de assembleias legislativas estaduais e câmaras municipais que liberaram o uso dos aparelhos desrespeitavam a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 56/2009. Apesar da proibição, equipamentos continuaram a ser oferecidos em clínicas, amparados por liminares ou de forma clandestina.

Em João Pessoa (PB), a prefeitura sancionou no final do ano passado uma lei que permitiu o funcionamento de estabelecimentos de bronzeamento artificial; o Ministério Público abriu investigação que apontou inconstitucionalidade. No início de dezembro, uma clínica de estética no Rio de Janeiro foi interditada após clientes denunciarem queimaduras provocadas por uma câmara clandestina.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no triênio 2023–2025 — o equivalente a 33% do total de diagnósticos de câncer no Brasil — e 13.620 novos casos anuais de melanoma. A taxa de incidência de melanoma entre brasileiros mais que dobrou nas últimas duas décadas; embora menos frequente que os tumores não melanoma, o melanoma responde por grande parte das mortes por câncer de pele.

“Para um bronzeamento seguro, prefira sempre autobronzeadores e, ao sol, use fatores de proteção 30+, de amplo espectro. Reaplique a cada duas horas e evite o sol no período entre 10h e 16h. Notou pinta nova, que coça, sangra ou mudou cor ou formato? Procure avaliação. Diagnóstico precoce tem altas chances de cura”.

Fernando Medina, Centro de Oncologia Campinas

Como prevenção, especialistas recomendam:

  • Uso de autobronzeadores em vez de câmaras UV.
  • Proteção solar com fator 30+ de amplo espectro, reaplicada a cada duas horas.
  • Evitar exposição solar entre 10h e 16h.
  • Exame dermatológico anual e autoexame mensal da pele.

Para identificar pintas ou manchas suspeitas, a regra ABCDE orienta:

  • A — Assimetria
  • B — Bordas irregulares
  • C — Cor variada
  • D — Diâmetro maior que 6 mm
  • E — Evolução rápida

O acompanhamento regular e o diagnóstico precoce aumentam substancialmente as chances de cura.

Fonte: Sigmapress Assessoria de Comunicação

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