sábado, 29 novembro, 2025
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Calor e saúde mental: altas temperaturas elevam o estresse

Altas temperaturas podem aumentar o estresse e afetar a saúde mental ao estimular a produção do cortisol e provocar estresse térmico, uma exposição acumulada a calor intenso que exige atenção especial a grupos de risco como portadores de doenças crônicas, idosos, grávidas e crianças.

O que é estresse térmico

O estresse térmico ocorre quando o organismo demora a se adaptar ao calor e a temperatura corporal sobe além do normal — cerca de 36°C. Em ondas de calor, essa dificuldade de regulação aumenta a chance de sintomas físicos e prejuízo ao bem‑estar mental.

Sintomas comuns incluem:

  • Dor de cabeça e mal‑estar
  • Perda de apetite e transpiração excessiva
  • Sede intensa, aumento da frequência respiratória ou cardíaca
  • Pressão baixa, cãibras, alteração de humor e queda de rendimento

Sinais de gravidade e primeiros socorros

Em situações extremas, com a temperatura corporal próxima de 40°C, o calor pode provocar mau funcionamento de órgãos e risco de morte. É fundamental reconhecer sinais de gravidade e agir rapidamente.

Medidas imediatas recomendadas:

  • Levar a pessoa a um local arejado e deitá‑la com os pés levemente elevados
  • Manter a temperatura corporal regulada: hidratar, resfriar a pele com água fria e aplicar compressas frias no pescoço e nas axilas
  • Preservar a consciência da pessoa; se houver piora, solicitar atendimento médico

Em caso de emergência

  • Disque: 192 (SAMU)

Calor, hormônios e saúde mental

O calor estimula picos de cortisol, o chamado “hormônio do estresse”. Em episódios curtos, isso ajuda o corpo a ficar alerta; o problema é quando os episódios se repetem ou se prolongam.

Quando o cortisol permanece elevado, pode agravar o estresse físico e emocional e afetar funções como pressão arterial, glicemia e ciclo do sono, prejudicando a qualidade de vida e o rendimento diário.

O aumento contínuo de cortisol associado a ondas de calor amplia o risco para quem já tem condições crônicas e para quem tem sono ou rotina de vida fragilizada.

Como reduzir os efeitos do calor

Mudanças simples no estilo de vida ajudam a controlar a regulação hormonal e a resposta ao estresse térmico.

  • Rotina de sono: manter horários fixos para dormir e acordar para melhorar a recuperação hormonal.
  • Atividades prazerosas: dedicar tempo a hobbies, conversar com amigos, ver filmes ou brincar com um pet.
  • Exercícios físicos: praticar modalidades adequadas como yoga, corrida, musculação, esportes coletivos ou natação, preferindo horários mais frescos.
  • Alimentação equilibrada: priorizar alimentos in natura (frutas, legumes e verduras) e equilíbrio entre proteínas e carboidratos conforme orientação médica.
  • Técnicas de relaxamento: meditação, exercícios de respiração e práticas de atenção plena para reduzir a reação ao estresse.

Para pessoas com doenças crônicas, idosos, gestantes e crianças, recomenda‑se acompanhamento profissional para adaptar medidas de prevenção e tratamento às necessidades individuais.

Fonte: Unimed

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