Altas temperaturas podem aumentar o estresse e afetar a saúde mental ao estimular a produção do cortisol e provocar estresse térmico, uma exposição acumulada a calor intenso que exige atenção especial a grupos de risco como portadores de doenças crônicas, idosos, grávidas e crianças.
O que é estresse térmico
O estresse térmico ocorre quando o organismo demora a se adaptar ao calor e a temperatura corporal sobe além do normal — cerca de 36°C. Em ondas de calor, essa dificuldade de regulação aumenta a chance de sintomas físicos e prejuízo ao bem‑estar mental.
Sintomas comuns incluem:
- Dor de cabeça e mal‑estar
- Perda de apetite e transpiração excessiva
- Sede intensa, aumento da frequência respiratória ou cardíaca
- Pressão baixa, cãibras, alteração de humor e queda de rendimento
Sinais de gravidade e primeiros socorros
Em situações extremas, com a temperatura corporal próxima de 40°C, o calor pode provocar mau funcionamento de órgãos e risco de morte. É fundamental reconhecer sinais de gravidade e agir rapidamente.
Medidas imediatas recomendadas:
- Levar a pessoa a um local arejado e deitá‑la com os pés levemente elevados
- Manter a temperatura corporal regulada: hidratar, resfriar a pele com água fria e aplicar compressas frias no pescoço e nas axilas
- Preservar a consciência da pessoa; se houver piora, solicitar atendimento médico
Em caso de emergência
- Disque: 192 (SAMU)
Calor, hormônios e saúde mental
O calor estimula picos de cortisol, o chamado “hormônio do estresse”. Em episódios curtos, isso ajuda o corpo a ficar alerta; o problema é quando os episódios se repetem ou se prolongam.
Quando o cortisol permanece elevado, pode agravar o estresse físico e emocional e afetar funções como pressão arterial, glicemia e ciclo do sono, prejudicando a qualidade de vida e o rendimento diário.
O aumento contínuo de cortisol associado a ondas de calor amplia o risco para quem já tem condições crônicas e para quem tem sono ou rotina de vida fragilizada.
Como reduzir os efeitos do calor
Mudanças simples no estilo de vida ajudam a controlar a regulação hormonal e a resposta ao estresse térmico.
- Rotina de sono: manter horários fixos para dormir e acordar para melhorar a recuperação hormonal.
- Atividades prazerosas: dedicar tempo a hobbies, conversar com amigos, ver filmes ou brincar com um pet.
- Exercícios físicos: praticar modalidades adequadas como yoga, corrida, musculação, esportes coletivos ou natação, preferindo horários mais frescos.
- Alimentação equilibrada: priorizar alimentos in natura (frutas, legumes e verduras) e equilíbrio entre proteínas e carboidratos conforme orientação médica.
- Técnicas de relaxamento: meditação, exercícios de respiração e práticas de atenção plena para reduzir a reação ao estresse.
Para pessoas com doenças crônicas, idosos, gestantes e crianças, recomenda‑se acompanhamento profissional para adaptar medidas de prevenção e tratamento às necessidades individuais.




