sábado, 28 fevereiro, 2026
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TDAH ou autismo? Sinais que confundem pais e educadores

O Hospital Santa Mônica promoveu o webinar “TDAH ou Autismo? Os sinais que confundem pais e educadores”, com participação do Dr. Fábio Barbirato, psiquiatra infantil, para orientar pais e educadores sobre como diferenciar sinais de TDAH e TEA e reforçar a importância do diagnóstico precoce e encaminhamentos responsáveis.

Sinais como inquietude, dificuldade de interação social, fala atrasada ou rendimento escolar abaixo do esperado podem gerar confusão entre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). O webinar teve como objetivo esclarecer dúvidas e indicar caminhos para avaliação e apoio adequados.

Diferenças clínicas

O TDAH está associado a alteração no funcionamento dos sistemas de atenção e controle de impulsos, manifestando-se por inquietude, dificuldade de concentração e impulsividade. Já o TEA afeta principalmente comunicação, linguagem pragmática, interação social e padrões de comportamento restritos e repetitivos.

É comum que crianças com autismo leve sejam inicialmente diagnosticadas com TDAH, ou vice-versa. A chave está na observação detalhada do comportamento em diferentes contextos, como casa e escola.

Dr. Fábio Barbirato

Comorbidade e avaliação

A confusão diagnóstica ocorre com frequência quando crianças com autismo leve têm habilidades cognitivas preservadas e frequentam a escola, mas apresentam dificuldades na compreensão social que podem ser interpretadas como distração ou teimosia. Também é possível a comorbidade, com TDAH e TEA presentes simultaneamente, o que exige avaliação multidisciplinar e abordagem personalizada.

A identificação precoce permite intervenções mais rápidas, como terapias comportamentais, apoio educacional e, quando indicado, uso de medicação, sempre com encaminhamentos responsáveis.

Orientações para escola e família

No âmbito escolar, o papel dos educadores é reconhecer sinais de alerta e sinalizar dificuldades aos responsáveis, sem tentar fazer o diagnóstico. À família, o especialista recomenda acolhimento sem estigmas, escuta ativa e evitar o negacionismo para que crianças recebam suporte adequado no tempo certo.

Informações do Evento

  • Tipo: Webinar
  • Organizador: Hospital Santa Mônica
  • Participante: Dr. Fábio Barbirato, psiquiatra infantil

Fonte: Hospital Santa Mônica

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