segunda-feira, 12 janeiro, 2026
Formatar Data em JavaScript

Tarifa ‘básica’: cobrança por bagagem de mão reacende debate

A proposta de criar uma tarifa “básica” para cobrar pelo transporte de bagagem de mão em voos internacionais reacendeu a insatisfação de consumidores e motivou a tramitação urgente de projetos no Congresso Nacional, segundo o material. A novidade suscitou reação imediata de passageiros, entidades de defesa do consumidor e legisladores diante do custo já elevado das passagens e das falhas na prestação dos serviços.

Detalhes da proposta

A cobrança prevista inclui a criação de uma tarifa distinta para a bagagem de mão em voos internacionais, modelo já adotado em outros países e que companhias brasileiras pretendem reproduzir. Para o público afetado, a iniciativa foi recebida com preocupação, por ampliar custos em um contexto de tarifas altas e serviços frequentemente insatisfatórios.

Problemas apontados

O release relaciona uma série de práticas e incidentes que, segundo consumidores, evidenciam desequilíbrio contratual entre transportadoras e passageiros.

  • Extravio, violação e avaria de bagagem;
  • Cobranças indevidas e dificuldades para restituição de valores;
  • Atrasos superiores a quatro horas sem assistência material e cancelamento unilateral de voos;
  • Ausência de informação adequada e prática de overbooking;
  • Volume expressivo de ações judiciais por falha contratual e violação de direitos do consumidor.

Marco jurídico aplicável

No ordenamento brasileiro, a proteção ao passageiro apoia-se no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), nas normas da ANAC — em especial a Resolução n.º 400/2016 — e na Convenção de Montreal (Decreto n.º 5.910/2006), aplicável a voos internacionais. É com base nesse arcabouço que consumidores têm obtido reparação judicial pelas irregularidades mencionadas.

Posições e argumentos

Defensores das companhias afirmam que tarifas adicionais poderiam atrair novas empresas, ampliar a competição e reduzir o preço das passagens no longo prazo. Em contraste, críticos destacam que medidas semelhantes, como a cobrança por despacho de bagagem e marcação de assentos, não trouxeram benefício econômico efetivo ao passageiro em um mercado concentrado.

A prática anterior de autorizar cobranças por despacho de bagagem e marcação de assentos não trouxe benefício econômico efetivo ao passageiro, que segue pagando valores elevados.

Regiane Freire

Andamento legislativo

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que restabelece a gratuidade do despacho de bagagens em voos nacionais e internacionais operados no Brasil e encaminhou o texto ao Senado. O release observa que, sem a reação do Congresso, seria plausível que as companhias tentassem, em seguida, impor tarifas sobre bagagens de mão em voos domésticos.

Impacto para passageiros

O debate ultrapassa a verificação da legalidade formal da cobrança e centra-se no equilíbrio entre direitos dos passageiros e sustentabilidade econômica das empresas. Consumidores e entidades pedem que políticas tarifárias não privilegiem interesses corporativos em detrimento da proteção ao consumidor, princípio fundamental nas relações de consumo.

Regiane Freire
Regiane Freire, advogada especialista em direito processual civil.
Fonte: Regiane Freire

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar Post

Popular

Descubra mais sobre Jornal Spasso Cidades

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading