sexta-feira, 27 fevereiro, 2026
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Relacionamentos: como a mente pode sustentar a família

Para o psicanalista Carlos Alberto Diniz, master coach e terapeuta de casais há mais de seis anos, as relações atuais tendem a ser mais rápidas, superficiais e descartáveis, o que leva muitos a questionarem se ainda vale lutar pela família. Diniz propõe estratégias práticas para quem busca fortalecer a vida a dois, recuperar vínculos e melhorar a convivência familiar.

Por que o tema importa

Segundo Diniz, o cérebro humano precisa de reforço positivo para manter conexões emocionais saudáveis; sem esses estímulos, o casamento pode se transformar em um espaço dominado por frustração, carência e imediatismo.

Para ele, a família é um projeto coletivo que exige compromisso, disciplina emocional, diálogo e compreensão mútua, e só assim cria-se resistência às pressões externas.

Como fortalecer a relação

O autor divide oito estratégias em ações práticas e exercícios mentais. Entre as ações para estreitar a convivência, ele recomenda:

  • Tempo de qualidade: reservar momentos presenciais pelo menos duas vezes por semana — um jantar em casa, uma caminhada ou um café — sem distrações e com contato visual.
  • Agradecimentos diários: reconhecer o esforço do outro com agradecimentos sinceros para fortalecer autoestima e sentimento de pertencimento.
  • Rituais positivos: cultivar hábitos simbólicos do casal, como orar juntos, trocar mensagens afetivas ou abraçar demoradamente ao chegar em casa, para criar memória afetiva.
  • Perdão prático: discutir com respeito, expor sentimentos, buscar acordos e encerrar o assunto para evitar o acúmulo de mágoas.
  • Metas compartilhadas: montar um painel com objetivos de curto, médio e longo prazo — reformas, viagens, projetos ou hábitos de saúde — para unir o casal como time.

Exercícios para a mente

Para treinar a mente a favor da relação, Diniz sugere práticas simples e repetitivas que mudam padrões emocionais.

  • Gratidão ativa: listar ao acordar ou antes de dormir três aspectos que se valoriza no parceiro, reforçando o foco no positivo.
  • Desafiar pensamentos: questionar automáticas negativas — por exemplo, a frase ele nunca me ajuda — e reformular para avaliações mais realistas.
  • Consumo construtivo: alimentar-se de livros, palestras, podcasts ou cursos sobre relacionamentos, comunicação não violenta e inteligência emocional para internalizar modelos saudáveis.

Construindo vínculo duradouro

Diniz alerta contra o apego a uma imagem idealizada do parceiro: ficar preso ao que o cônjuge foi no namoro transforma a relação em fantasia; é preciso aceitar mudanças e construir um novo capítulo baseado no presente.

O ponto central é que sustentar a vida a dois exige treinamento mental e emocional — desistir rápido pode parecer solução a curto prazo, mas o cultivo de gestos, rituais e disciplina emocional ajuda a consolidar vínculos duradouros.

Fonte: Carlos Alberto Diniz

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