sexta-feira, 27 março, 2026
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Ronco em cães e gatos pode indicar obstrução das vias aéreas

A médica veterinária Eliane Benati, especialista em cirurgia geral e reconstrutiva do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, afirma que o ronco em cães costuma indicar obstrução parcial das vias aéreas superiores; em felinos é menos frequente, mas também pode ocorrer em raças de focinho curto ou por problemas clínicos como obesidade e pólipos nasofaríngeos.

Segundo a especialista, as causas mais comuns do ronco em cães envolvem fatores anatômicos e clínicos que reduzem a passagem de ar. Entre as causas destacam-se:

  • Síndrome braquicefálica, presente em raças de focinho curto como pugs e bulldogs;
  • Obesidade;
  • Alergias e infecções respiratórias;
  • Pólipos nasofaríngeos e tumores;
  • Presença de corpos estranhos e colapso de traqueia.

Nos gatos, a ocorrência é menos habitual, porém quando presente tende a relacionar-se a fatores anatômicos semelhantes (raças braquicefálicas), obesidade, problemas dentários ou pólipos.

O ronco pode ser considerado normal quando é leve, ocasional e aparece apenas durante sono profundo. Já sinais que exigem atenção veterinária incluem ronco alto e contínuo, respiração ruidosa enquanto o animal está acordado, engasgos, apneia, secreções nasais, tosse ou letargia.

É fundamental que o tutor não ignore o ronco, especialmente quando acompanhado de dificuldade para respirar ou cansaço excessivo. Cada caso precisa ser investigado com exames adequados, que vão desde radiografias até tomografia.

Eliane Benati

Caso clínico

O exemplo clínico da cadela pug Elis Regina ilustra situações que podem necessitar intervenção. A tutora Araci Zeoli De Danielli relatou que, em 2023, Elis Regina passou por cirurgia no palato no Hospital Veterinário Taquaral devido à dificuldade respiratória, com melhora da mobilidade e recuperação rápida após o procedimento.

Araci descreve uma rotina de cuidados intensos com cadelas braquicefálicas, adotada para reduzir riscos e promover qualidade de vida:

  • Passeios nas primeiras horas do dia;
  • Ambiente climatizado;
  • Água disponível em vários pontos;
  • Limpeza diária das dobras e orelhas.

A médica veterinária recomenda atenção redobrada em raças de focinho curto para sinais de evolução do quadro, como sons mais altos e estridentes, língua azulada, desmaios ou piora progressiva, situações em que o encaminhamento urgente ao serviço veterinário é indicado.

Serviço

  • Hospital: Hospital Veterinário Taquaral – Campinas (SP)
  • Youtube: www.youtube.com/@hvtcampinass
  • Instagram: @hvtcampinass
  • Facebook: www.facebook.com/hospital.taquaral
  • Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas (SP)
  • Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
  • Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500

Fonte: AMZ Comunicação

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