A médica veterinária Eliane Benati, especialista em cirurgia geral e reconstrutiva do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, afirma que o ronco em cães costuma indicar obstrução parcial das vias aéreas superiores; em felinos é menos frequente, mas também pode ocorrer em raças de focinho curto ou por problemas clínicos como obesidade e pólipos nasofaríngeos.
Segundo a especialista, as causas mais comuns do ronco em cães envolvem fatores anatômicos e clínicos que reduzem a passagem de ar. Entre as causas destacam-se:
- Síndrome braquicefálica, presente em raças de focinho curto como pugs e bulldogs;
- Obesidade;
- Alergias e infecções respiratórias;
- Pólipos nasofaríngeos e tumores;
- Presença de corpos estranhos e colapso de traqueia.
Nos gatos, a ocorrência é menos habitual, porém quando presente tende a relacionar-se a fatores anatômicos semelhantes (raças braquicefálicas), obesidade, problemas dentários ou pólipos.
O ronco pode ser considerado normal quando é leve, ocasional e aparece apenas durante sono profundo. Já sinais que exigem atenção veterinária incluem ronco alto e contínuo, respiração ruidosa enquanto o animal está acordado, engasgos, apneia, secreções nasais, tosse ou letargia.
É fundamental que o tutor não ignore o ronco, especialmente quando acompanhado de dificuldade para respirar ou cansaço excessivo. Cada caso precisa ser investigado com exames adequados, que vão desde radiografias até tomografia.
Caso clínico
O exemplo clínico da cadela pug Elis Regina ilustra situações que podem necessitar intervenção. A tutora Araci Zeoli De Danielli relatou que, em 2023, Elis Regina passou por cirurgia no palato no Hospital Veterinário Taquaral devido à dificuldade respiratória, com melhora da mobilidade e recuperação rápida após o procedimento.
Araci descreve uma rotina de cuidados intensos com cadelas braquicefálicas, adotada para reduzir riscos e promover qualidade de vida:
- Passeios nas primeiras horas do dia;
- Ambiente climatizado;
- Água disponível em vários pontos;
- Limpeza diária das dobras e orelhas.
A médica veterinária recomenda atenção redobrada em raças de focinho curto para sinais de evolução do quadro, como sons mais altos e estridentes, língua azulada, desmaios ou piora progressiva, situações em que o encaminhamento urgente ao serviço veterinário é indicado.
Serviço
- Hospital: Hospital Veterinário Taquaral – Campinas (SP)
- Youtube: www.youtube.com/@hvtcampinass
- Instagram: @hvtcampinass
- Facebook: www.facebook.com/hospital.taquaral
- Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas (SP)
- Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
- Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500
Fonte: AMZ Comunicação