sexta-feira, 29 agosto, 2025
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Autoestima feminina: incidências, causas e caminhos

A autoestima feminina combina experiências pessoais e estruturas sociais, mudando ao longo da vida e influenciando decisões, relações e bem‑estar emocional. O tema é central para a saúde emocional e a realização pessoal das mulheres.

Construção e influências

Definida como a avaliação e percepção que a pessoa tem de si mesma, a autoestima envolve a maneira como alguém se enxerga, se valoriza e se respeita. Ela resulta da interação entre vivências individuais, interações sociais e padrões culturais que moldam expectativas e comportamentos.

A formação costuma começar na infância e está ligada à forma como fomos tratados no passado, mas também é um processo contínuo e mutável — o que abre possibilidades de aprimoramento ao longo da vida.

“A autoestima feminina vai além da experiência individual de cada mulher, refletindo questões profundas de igualdade, justiça e empoderamento.”

Psicóloga Suzana Guimarães Paulo

Perfis e sinais

Uma alta autoestima associa‑se à confiança, à capacidade de se afirmar e de enfrentar desafios. Já a baixa autoestima manifesta‑se por insegurança, falta de confiança e autoimagem negativa, afetando decisões e relacionamentos.

Esses perfis são influenciados por experiências pessoais, olhares e julgamentos alheios, internalização de mensagens negativas e pelo sexismo estrutural que pode minar a percepção de valor e capacidade das mulheres.

Dados e evidências

Estudos e pesquisas apontam incidências significativas sobre a relação entre imagem corporal e comportamento: uma pesquisa global da Dove indicou que 60% das mulheres evitaram atividades importantes por insegurança com a aparência e que 8 em cada 10 já viveram desconforto com a própria imagem corporal.

Uma revisão de estudos conduzida por Neff e Suizzo encontrou, em média, uma autoestima ligeiramente mais baixa nas mulheres em comparação aos homens, contextualizando as diferenças observadas.

Fortalecendo a autoestima

Apesar dos desafios, transformações sociais recentes ampliaram possibilidades de autenticidade e de priorizar o autocuidado. Recomenda‑se autoconhecimento, terapias e atitudes de compaixão consigo mesma como caminhos práticos para fortalecer a autoestima.

Reconhecer os múltiplos papéis que cada mulher exerce — mãe, amiga, parceira — e aprender a ouvir e apoiar a si mesma são passos importantes para reescrever a própria história e promover crescimento pessoal.

Fonte: Psicóloga Suzana Guimarães Paulo

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