quarta-feira, 25 fevereiro, 2026
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Armadilhas instaladas em Hortolândia reduzem número de Aedes aegypti no Jardim São Sebastião

O segundo monitoramento das armadilhas contra o Aedes aegypti em Hortolândia, realizado no Jardim São Sebastião, indica redução no número do mosquito. A Prefeitura também mantém busca ativa em outras regiões para combater a dengue.

A Prefeitura de Hortolândia concluiu na semana passada o segundo monitoramento das armadilhas instaladas em residências do Jardim São Sebastião, que mostram impacto positivo na redução do número de Aedes aegypti. A primeira vistoria, feita entre abril e maio pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), já havia comprovado a eficácia dos artefatos.

Segundo a UVZ, órgão da Secretaria de Saúde, as equipes visitaram as casas e conversaram com os moradores que aceitaram receber as armadilhas para avaliar a situação.

De forma geral, tivemos muitos relatos dos moradores sobre a diminuição da presença de mosquitos voando. Isso é um bom sinal. afirmou o veterinário Evandro Alves Cardoso

Durante as visitas, apenas duas armadilhas foram devolvidas pelos moradores.

Além da avaliação, os agentes realizaram a troca da tela que compõe cada armadilha. Essas telas são impregnadas com micropartículas de larvicida que inibem o crescimento das larvas depositadas pela fêmea do Aedes aegypti no balde com água da armadilha.

As micropartículas aderem ao corpo do mosquito, que dissemina o larvicida em outros criadouros ao depositar ovos. A troca da tela é mensal, e as visitas de monitoramento devem continuar até setembro.

O projeto-piloto dessas armadilhas foi desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, e é implantado em âmbito nacional. Consiste na instalação de estações disseminadoras de larvicida (EDLs), que são baldes com água e telas de feltro impregnadas com larvicida.

Por se tratar de um projeto-piloto, as armadilhas foram instaladas apenas em algumas casas do Jardim São Sebastião, bairro escolhido por seu alto índice de casos de dengue. Hortolândia recebeu 600 armadilhas do governo federal, mas a UVZ instalou 365 desde março, mantendo o restante em reserva técnica para substituições. Em março, os agentes também foram treinados para manusear as armadilhas.

Ações de combate e dados epidemiológicos

Paralelamente, a Prefeitura segue com a ação semanal de busca ativa para eliminar o Aedes aegypti nas regiões do Jardim Amanda, Jardim das Figueiras e Jardim Novo Cambuí.

Segundo a UVZ, Hortolândia registrou em 2025 um total de 18.602 casos notificados de dengue, com 6.187 confirmados, três óbitos confirmados e cinco em investigação.

Sobre chikungunya, foram 17 casos notificados, dois confirmados e sete em investigação. Até o momento, não há registros de casos de Zika no município.

Testes, vacinação e comprometimento local

Além dessas ações, a Prefeitura oferece teste rápido para detecção de dengue aos moradores e mantém a vacinação contra a doença. Hortolândia recebeu novas doses da vacina do governo do Estado no mês passado.

O imunizante está disponível diariamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 7h30 às 15h30, para a população local.

Essas medidas reforçam o compromisso da cidade de Hortolândia, na Região Metropolitana de Campinas, em combater o Aedes aegypti e proteger a saúde pública da população, incluindo municípios vizinhos como Sumaré, Nova Odessa e Paulínia.

Fonte: Prefeitura Municipal de Hortolândia

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