segunda-feira, 16 março, 2026
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Hortolândia lança campanha e ciclo de debates contra o trabalho infantil em junho

A Prefeitura de Hortolândia iniciou, no Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (12/06), uma campanha e ciclo de debates para enfrentar o trabalho infantil, mobilizando a rede de assistência social local durante todo o mês.

No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho, cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia oficial de lançamento da campanha contra o trabalho infantil, realizada no Teatro Elizabeth Keller de Matos, no Jardim Amanda, em Hortolândia. A palestra foi ministrada pelo psicólogo Victor Hugo Almeida de Oliveira, especialista em atendimento psicossocial a vítimas de violência pela UFSCar, que atua há mais de 10 anos em políticas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O evento marcou o início do ciclo de debates promovido pela Prefeitura de Hortolândia, que mobiliza toda a rede de assistência social do município ao longo do mês.

  • Data: 12 de junho
  • Local: Teatro Elizabeth Keller de Matos, Jardim Amanda

Dados da Agência Brasil indicam que, entre 2023 e abril de 2025, o Governo Federal retirou 6.372 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil no Brasil. Segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, 86% desses casos envolviam as piores formas de trabalho infantil, com atividades que causam sérios prejuízos à saúde, ao desenvolvimento integral e expõem as crianças e jovens a graves riscos ocupacionais.

A palestra reuniu servidores municipais, representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), vereadores, conselheiros tutelares, membros dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e de Assistência Social (CMAS). Também participaram os secretários de Inclusão e Desenvolvimento Social, Maria dos Anjos Assis Barros (titular) e Gérson Ferreira (adjunto).

É muito bom ter tantas pessoas comprometidas em defender o direito da criança para que ela possa ter uma infância feliz e, com isso, um futuro melhor garantido. Fico honrada de hoje estar à frente dessa pasta, cuidando dos direitos das crianças. Eu, que tive tantos direitos violados na minha infância, hoje poder ajudar crianças a ter uma infância de verdade e com isso um futuro melhor. Maria dos Anjos Assis Barros, secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social

Enquanto crianças trabalham, elas deixam de aprender, de brincar, de viver plenamente a infância, uma fase que deve ser protegida, valorizada e respeitada e mais do que uma questão legal, trata-se de um imperativo ético e social. Não podemos aceitar que, em pleno século XXI, crianças ainda sejam submetidas a condições degradantes, muitas vezes invisibilizadas pela sociedade. O combate ao trabalho infantil exige esforço coletivo de governo, empresas, escolas, famílias e toda a sociedade civil têm um papel a cumprir. Precisamos continuar investindo em políticas públicas eficazes, ampliar o acesso à educação de qualidade, apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade e conscientizar sobre os danos irreversíveis que o trabalho precoce causa. Proteger a infância é investir no futuro e o futuro que queremos começa agora, com coragem, responsabilidade e ação. Gérson Ferreira, secretário adjunto de Inclusão e Desenvolvimento Social

Para ampliar o alcance da campanha, a Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social produziu panfletos informativos com o lema “Trabalho infantil não é brincadeira!” que estão sendo distribuídos nos eventos. O material destaca causas do trabalho infantil, como pobreza, baixa renda e baixa escolaridade dos pais, além das consequências, incluindo perda da infância, comprometimento do desenvolvimento físico e psicológico, doenças e problemas sociais.

O panfleto também orienta sobre como combater o problema: Não ofertando dinheiro e nem comprando nada de crianças, para que se evite a evasão escolar, exploração sexual e violência; e reforça a importância da denúncia: Ao presenciar ou suspeitar de algum caso de trabalho infantil, denuncie pelo Disque 100 – é gratuito.

Conforme o Artigo 60 do Capítulo V da Lei Federal 8069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. A legislação atual proíbe trabalho perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e qualquer trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de jovem aprendiz a partir dos 14 anos.

O ciclo de debates “Combate ao trabalho infantil: desafio de todos” teve início em 11 de junho, no CRAS Jardim Brasil, com palestra da ex-conselheira tutelar e psicóloga da infância e adolescência Rebecca Albano. As próximas atividades ocorrerão em diversos CRAS da rede SUAS em Hortolândia, incluindo os bairros Jardim Primavera, Novo Ângulo, Rosolém e Amanda.

Confira o cronograma completo dos debates em Hortolândia:

  • CRAS Jardim Primavera: 13/06 (sexta-feira), às 9h, Rua da Amoreira, 35
  • CRAS Jardim Novo Ângulo: 17/06 (terça-feira), às 9h, Rua Francisco Bereta, 330
  • CRAS Jardim Rosolém: 25/06 (quarta-feira), às 9h, Rua Guido Rosolém, 177
  • CRAS Jardim Amanda: 27/06 (sexta-feira), às 9h, Avenida Tarsila do Amaral, 540
Segundo a Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, o ciclo de debates visa fortalecer as políticas públicas municipais para o enfrentamento ao trabalho infantil, promovendo maior conscientização e mobilização da comunidade de Hortolândia e região da Região Metropolitana de Campinas, que inclui cidades como Sumaré, Nova Odessa e Paulínia.

Fonte: Prefeitura Municipal de Hortolândia

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